Dólar opera em queda, com ajuda à Grécia e indicadores em foco

Atividade industrial do EUA bate projeções em abril; gastos com construção civil também subiram mais que o esperado

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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia tarde desta segunda-feira (3) revertendo a trajetória observada na abertura dos negócios. Diante da divulgação de indicadores favoráveis, a moeda tem leve recuo de 0,06%, operando cotada a R$ 1,737 na venda.

Números melhores que os esperados por analistas sugerem melhora da situação econômica, fazendo com que investimentos de maior risco tornem-se opções mais atrativas nesta sessão. Neste cenário, a moeda norte-americana perde força por conta de seu caráter mais conservador, que costuma ser mais procurado em cenários permeados pelo clima de incerteza.

As questões que dominam o olhar do mercado nesta segunda-feira tangem notadamente à agenda econômica e ao plano de ajuda à Grécia, definido neste final de semana. O país acertou um pacote de € 120 bilhões, que, em contrapartida, prevê importantes medidas, como aumento da carga tributária, além de cortes e congelamento de salários.

Indicadores
Nos Estados Unidos, o ISM Index de abril superou as estimativas dos analistas. O indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 60,4 pontos, batendo as expectativas do mercado, que indicavam 60 pontos. Cabe lembra que a medição de março registrou 59,6 pontos.

Por sua vez, os gastos com construção civil nos Estados Unidos também ficaram acima do esperado. Em março, o indicador teve alta de 0,2%, enquanto as estimativas do mercado apontavam para queda de 0,3% para o mês.

Já na Europa, a produção industrial cresceu no ritmo mais rápido em quase 4 anos, conforme as companhias começam a trabalhar em ritmo mais acelerado para atender à demanda externa, que dá sinais de fortalecimento.

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Compulsório
Em mais uma tentativa de conter a expansão exagerada do crédito e refrear temores inflacionários na economia chinesa, o PBoC (People’s Bank of China) elevou o depósito compulsório das instituições financeiras do país pela terceira vez somente neste ano. O aumento será de 0,5 ponto percentual sobre as atuais taxas, que são de 16,5% para grandes bancos e 14,5% para as instituições de menor porte, e entrará em vigor já no próximo dia 10.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 1.731, leve alta de 0,09% em relação ao fechamento de R$ 1.731 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em baixa de 0,46%, atingindo R$ 1.742 frente a R$ 1.750 do fechamento de sexta-feira.