Dólar opera em leve alta e mercado segue aguardando encontro do G-20

Expectativa é grande, embora não se espere nenhum grande passo em direção a um acordo entre os líderes das principais economias

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar abre a sessão desta quarta-feira (10) em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 1,7030 na venda, com as expectativas em torno da reunião de cúpula do G-20 ainda pesando sobre o mercado.

Apesar da variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,12% neste mês de novembro e uma desvalorização de 2,31% desde o início do ano. 

G-20 e Guerra Cambial
A reunião entre os líderes do G-20, que começa na próxima quinta-feira em Seul, Coreia do Sul, deve ter como principal pauta a discussão sobre o câmbio, com críticas de todos os lados: novos estímulos quantitativos dos EUA, papel do governo chinês na cotação do yuan, dentre outros fatores.

Entre os analistas, é baixa a esperança de que o encontro tenha êxito em obter uma ação conjunta. Para Miriam Tavares, da AGK Corretora, “não é esperado nenhum avanço extremamente relevante da reunião de cúpula do G-20, mas a incerteza com relação ao resultado do encontro vem incomodando os players globais”.

Particularmente em relação ao Brasil, o encontro é bastante aguardado, uma vez que embora o mercado considere bastante alta a chance de que novas medidas para contenção do fluxo de capital estrangeiro sejam tomadas, também é consenso de que essa decisão não deve ocorrer antes do fim da reunião do G-20.

Indicadores norte-americanos
Com o mercado de trabalho sendo um dos principais focos da análise do ritmo de recuperação da economia dos EUA, destaca-se entre os indicadores econômicos norte-americanos a serem divulgados nesta sessão o Initial Claims, que semanalmente aufere o número de pedidos de auxílio-desemprego.

Continua depois da publicidade

Medidas chinesas
Visando conter o forte fluxo de capital estrangeiro, que foi intensificado com os novos estímulos quantitativos dos EUA, a China anunciou ontem medidas de restrição.

Desta forma, o país segue direção semelhante àquela adotada por outras economias emergentes, dentre elas o Brasil, que começou a taxar aplicações com capital estrangeiro em renda fixa.