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SÃO PAULO – O dólar comercial opera no campo negativo nesta sexta-feira (13), cotado a R$ 1,6260 na venda, alta de 0,18%. O mercado segue referenciado principalmente pelo cenário externo, e a agenda desta sessão traz importantes indicadores econômicos na Europa e nos EUA.
Apesar da variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 2,86% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,89% desde o início do ano.
Recuperação do dólar?
Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, a cotação do dólar ante ao real pode subir e voltar de modo mais concreto para patamares superiores a R$ 1,60.
“Com o dólar ganhando força em relação às principais moedas e as commodities se acomodando em patamares mais baixos, em um ambiente de menor interesse dos estrangeiros nos ativos do País por conta do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] mais alto sobre as captações externas de curto prazo, o câmbio pode estar, de fato, mudando de patamar para voltar a oscilar no intervalo de R$ 1,60 a R$ 1,65”, explica Tavares.
Câmbio no exterior
A divisa norte-americana também ganha espaço frente a outras moedas no exterior. Há poucos instantes, o euro era cotado a US$ 1,4227, baixa de 0,08%, ao mesmo tempo em que a libra era cotada a US$ 1,6222, baixa de 0,39%.
Contrariando a tendência, o iene ganha terreno frente ao dólar, que é cotado a ¥ 80,63, variação de 0,44%.
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Indicadores no exterior
Nesta sessão, a agenda de indicadores econômicos do exterior ganha destaque. Mais cedo, a Eurostat, agência oficial de estatísticas da Comissão Européia, divulgou o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro no primeiro trimestre deste ano, período no qual a economia da região avançou 0,8%, acima das projeções que indicavam crescimento de 0,6%.
No outro lado do Atlântico, foi divulgado há pouco o índice de preços ao consumidor norte-americano em abril, período no qual a inflação foi de 0,4%, taxa em linha com as expectativas do mercado. Ainda na agenda dos EUA, mais tarde serão divulgados dados sobre a confiança dos consumidores em maio.