Dólar opera em leve alta; Brasil é muito vulnerável a conflitos externos

Investidores externos estão abrindo mão da rentabilidade em busca da segurança e voltam a investir em seus próprios países

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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada pelo baixo volume de negócios, o dólar opera em leve alta na tarde desta segunda-feira, em movimento de desaceleração, frente à elevada valorização da moeda norte-americana com relação ao real registrada no início do dia.

A entrada de dólares provenientes das exportadoras aumentou temporariamente a oferta da moeda norte-americana. Contudo, a pressão sobre o real deve continuar, uma vez que o desenrolar da crise entre Washington e Bagdá só traz mais pessimismo ao mercado.
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Com o temor de guerra, os investidores abrem mão da rentabilidade em busca da segurança e voltam a investir em seus próprios países. Com isso, os países emergentes são os mais afetados. O Brasil é considerado um dos mais vulneráveis entre eles, uma vez que, além da necessidade de capital externo para fechar as contas, o país é importador líqüido de petróleo.
Com a alta no preço do petróleo, o superávit na balança comercial se reduz, aumentando o déficit em conta corrente e, desta forma, a inflação sobe, puxando os juros para cima. A crise na Venezuela preocupa, pois ampliar a alta no preço do petróleo em função da menor oferta da commodity.
Dólar opera em leve alta

Assim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 3,62 na compra e R$ 3,629 na venda, alta de 0,33% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,677, representando um ágio de 1,57%
em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro está sendo cotado a R$ 3.615, baixa de 0,41% em relação ao fechamento
de R$3.630 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em baixa de 0,46%, atingindo R$ 3.645 frente a R$ 3.662 do fechamento de segunda-feira.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:

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