Dólar opera em baixa com o mercado analisando o relatório Focus

Investidores aguardam os dados da balança comercial da quarta semana de agosto, que deve ser divulgada ainda nesta manhã

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SÃO PAULO – O dólar opera em baixa neste início de semana com o mercado aguardando a divulgação da balança comercial desta semana e analisando as perspectivas divulgadas pelo relatório Focus.

O petróleo, que bateu a cotação de US$ 70 o barril em Nova York, pode vir a impulsionar a moeda nesta segunda-feira.

Expectativa de inflação recua novamente

De acordo com o Focus divulgado nesta manhã, o mercado espera que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fique em 5,26% em 2005. A redução de expectativa foi de 0,08 ponto percentual.
As projeções para o câmbio também foram reduzidas, de R$ 2,50 para R$ 2,48 no final de 2005. As expectativas para a taxa Selic se mantiveram em 18% para este ano e a perspectiva para a balança comercial também seguiu inalterada em US$ 40 bilhões para 2005.

Política ainda chama atenção

Em Brasília, a crise continua e não acena para um fim tão cedo. Recentemente o mercado foi abalado pela acusação de Rogério Buratti ao ministro da Fazenda Antônio Palocci. Buratti afirmou que Palocci recebia propina de uma empresa de saneamento em seu mandato de prefeito em Ribeirão Preto.

Embora Palocci já tenha negado as acusações, em entrevista à Folha de São Paulo neste fim de semana, Buratti afirmou que é fácil provar a propina que teria sido paga ao ministro. Nesta semana deve sair a votação quanto ao pedido de cassação contra Roberto Jefferson.

Dólar em baixa

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,3910 na compra e R$ 2,3950
na venda, baixa de 0,33% em relação ao fechamento anterior.

Apesar da
variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,67%
neste mês de agosto, porém uma desvalorização de 9,72% desde o início do ano.

Dólar paralelo permanece em R$ 2,6370

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No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
2,6370, representando um ágio de 10,29%
em relação ao dólar comercial.