Dólar opera em alta de 1%, a R$ 2,045, com sinais de deterioração na UE

Crise na Espanha e incertezas na Grécia voltam a sondar os mercados nesta segunda-feira; governo chinês prevê mais desaceleração

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em forte alta nesta segunda-feira (23), ao passo que a Zona do Euro emite novos sinais de alerta, vindos, principalmente, da Espanha e da Grécia. A moeda norte-americana registra valorização de 1,07% às 11h20 (horário de Brasília), cotada a R$ 2,045 na venda.

O sentimento de aversão ao risco contaminou as bolsas no mundo todo, além do mercado secundário de títulos públicos europeus. Os juros dos papéis da dívida espanhola atingiram novo recorde de alta nesta manhã, ultrapassando remuneração de 7,5%.

Duas notícias vinda da Espanha ficaram no centro das preocupações dos investidores: a retração de 0,4% no PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre e o pedido de ajuda financeira da região de Múrcia, a segunda em menos de uma semana.

As incertezas respingaram também sobre os títulos italianos, que já se aproximam da perigosa margem de 7%.

Para minimizar a volatilidade, os órgãos reguladores de ambos os paíes proibiram a venda de ações a descoberto pelos próximos três meses. O anúncio veio um ano depois da última proibição, em agosto de 2011. Também aderiram à prática, na época, a França e a Bélgica.

Grécia volta à cena
Enquanto isso, na Grécia se aproxima a reunião entre o governo e os credores internacionais. A Troika – entidade formada pela União Europeia, FMI e o BCE (Banco Central Europeu) – embarcará na terça-feira (24) em Atenas para avaliar a capacidade do país em cumprir com as exigências do resgate financeiro.

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O vice-chanceler da Alemanha Philipp Roesler já declarou que está “muito cético” de que os líderes europeus sejam capazes de resgatar a Grécia. Já a revista alemã Der Spiegel publicou, na véspera, que o FMI sinalizou que não participará de novos pacotes ao governo grego. Isso quer dizer que o país poderá ficar sem recursos em setembro.

Mais desaceleração na China
As notícias vindas do continente asiático também contribuem para o mau humor do mercado.

Por lá, Song Guoqing, membro do comitê de política monetária do Banco Popular da China afirmou que a expansão econômica do país pode desacelerar pelo sétimo trimestre consecuivo, para 7,4% no trimestre terminado em setembro.

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Relatório Focus
No front doméstico, o relatório Focus voltou a projetar alta maior no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2012. A expectativa para o aumento da taxa este ano é de 4,92%, contra 4,87% registrada na pesquisa da semana anterior. Já as estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) se mantiveram inalteradas, quebrando uma sequência de 10 semanas de revisões negativas para o crescimento econômico do País.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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