Dólar opera em alta com mercado de olho no cenário externo e em indicadores

Moeda norte-americana também sobe ante ao euro e o iene; nota do setor externo e fluxo cambial são destaques na agenda

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta de 0,49%, cotado a R$ 1,6320 na venda, com os investidores de olho na agenda de indicadores desta quarta-feira (25), nos movimentos do câmbio nos mercados internacionais e na crise na Europa.

Com a variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 3,75% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,05% desde o início do ano. 

Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, nesta sessão as atenções do mercado de câmbio doméstico “se voltam para os dados do balanço de pagamentos de abril e do fluxo cambial semanal, que serão importantes para avaliar se as entradas de dólares registradas nos levantamentos de maio até aqui são consistentes”.

Cenário externo
Nos mercados internacionais, o dólar ganha terreno frente ao euro e ao iene. Há poucos instantes, a moeda europeia era cotada a US$ 1,4036, baixa de 0,45%, ao mesmo tempo em que a divisa norte-americana ganhava 0,07% ante ao iene, cotado a ¥ 82,03.

Os temores do mercado quanto aos desenvolvimentos da crise fiscal na Europa continuam, fato que pode impulsionar a cotação da divisa norte-americana ante ao real nesta sessão. Autoridades da Zona do Euro afastaram a chance da Grécia fazer a reeestruturação da sua dívida, mas defenderam uma renegociação dos prazos.

Indicadores
Mais cedo, nos EUA, foi divulgado o resultado de abril do Durable Good Orders, indicador que mede o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos àindústria norte-americana e que registrou queda de 3,6% no mês passado. O resultado foi pior do que o indicado pelas projeções dos analistas, que indicavam uma queda menor, de 2,0%.

Continua depois da publicidade

Na cena doméstica, o destaque da agenda de indicadores econômicos fica por conta da Nota do Setor Externo e os dados do Fluxo Cambial. Ambos serão divulgados mais tarde pelo Banco Central.