Publicidade
SÃO PAULO – Depois de fechar no campo negativo em todas as sessões da última semana, nesta segunda-feira (6) o dólar comercial opera a R$ 1,6890 na venda, alta de 0,12%. No mercado, os investidores ficam atentos às sinalizações nos EUA e crise na Europa.
Apesar da variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,46% neste mês de dezembro e uma desvalorização de 3,00% desde o início do ano.
Aqui no Brasil, mais cedo o Banco Central divulgou o relatório Focus, que trouxe nova redução na projeção do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Segundo os economistas ouvidos pela autoridade monetária, a economia brasileira deve crescer 7,54% em 2010. Já o dólar deve fechar o ano cotado a R$ 1,71.
EUA: Bernanke não descarta mais estímulos
Em entrevista à rede de televisão CBS, o chefe do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou ser possível uma ampliação do programa de estímulos quantitativos através da compra de títulos, atualmente em US$ 600 bilhões.
Para Bernanke, a economia pode levar ainda algum tempo para terminar a recuperação. Em relação ao mercado de trabalho, ele disse que pode levar quatro ou cinco anos para que o nível de emprego volte ao normal.
Vale lembrar que na última semana, repleta de indicadores econômicos norte-americanos, o mercado de trabalho foi destaque negativo. O número de pedidos de auxílio desemprego superou as expectativas, ao passo que o número de empregos gerados ficou bem aquém do esperado.
Continua depois da publicidade
Europa: novos destaques
Enquanto a crise fiscal na Europa segue na pauta dos investidores, o foco dela vai se renovando. Agora, as atenções vão para a Hungria, que teve seu rating rebaixado em dois níveis pela agência de classificação de risco Moody’s nesta segunda-feira, de Baa1 para Baa3.
Neste cenário, ganha importância a reunião ministerial do Eurogrupo – fórum informal que reúne representantes dos países da Zona do Euro – desta segunda-feira, que deve discutir a ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), bem como do alívio dos termos em que será aplicado o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização), apontado como um dos focos de pressão sobre os papéis da dívida de países como Espanha e Irlanda.
<!–
Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
–>