Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando no campo positivo na tarde desta quinta-feira (3) de olho no cenário externo que não mostra melhoras. Por volta de 13h40 (horário de Brasília) a moeda subiu 0,08%, cotada a R$ 1,926 na venda. “O grosso da tendência [de alta do dólar] é a crise lá fora. Os país que está na mira agora é a Espanha”, diz o operador de câmbio da InterBolsa Brasil, Ovídio Soares.
Neste sentido, o mercado norte-americano trouxe uma agenda de indicadores forte, mas com dados, no máximo, em linha com o esperado. O ISM Services, que marcou 53,5 pontos em abril, frente às expectativas de 55,5 pontos. O desempenho acabou ofuscando o Initial Claims, que apontou que os pedidos de auxílio-desemprego na semana anterior foram melhores do que as expectativas. O Productivity & Costs do primeiro trimestre também veio acima da expectativa.
No Velho Continente, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, afirmou nesta quinta-feira que o conselho da insituição não discutiu um corte da taxa básica de juro da Zona do Euro durante a reunião realizada nesta manhã. Mais cedo, a instituição financeira anunciou a manutenção do juro em 1% ao ano, decisão em linha com as expectativas do mercado.
Por aqui, o que pesa é a poupança
Segundo Soares, também contribui para a alta da divisa, ainda que em menor escala, as mudanças nas regras da poupança que o Governo anunciará nesta tarde. “A mudança na taxa de juros [Selic] e agora na poupança reduz a atratividade da entrada de dinheiro”, explica o especialista.
Por fim, o único indicador da nossa agenda, a produção industrial caiu 0,5% em março frente a fevereiro, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
<!–
Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
–>