Dólar opera com forte queda de 1,6% nesta tarde opera próximo de R$ 1,83

Especialista acredita que pouco do noticiário externo pressione a divisa neste momento; dados cambiais do BaCen em foco

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera nesta quarta-feira (5) em forte queda de 1,69%, cotado a R$1,837 na venda, ampliando a desvalorização já vista na sessão anterior, quando recuou 1,24%. Segundo o diretor de câmbio da NGO Corretora, Sidnei Nehme, o cenário ainda pesado pelo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em derivativos anunciado no mês passado.

“O que pressiona o dólar aqui é o mercado de derivativos que sofre de uma anomalia gerada pelo IOF. Isso faz com o que o dólar fique alta. Podemos ter alguma pressão externa, mas ela não tem a força suficiente para mudar a posição da divisa por aqui”, explica Nehme.

Entre os fatores externos de menor imapcto ressaltados por ele, está a necessidade de caixa que os investidores estrangeiros têm em suas matrizes. “Eles retiram investimentos em função da crise e das restrições ao crédito, procurando reforçar seu colchão de liquidez”, diz o diretor, que faz referência ao movimento da divisa norte-americana lá fora, que opera em alta diante das principais moedas do mundo, como o euro (+0,33%), libra esterlina (+0,34%) e franco suíço (+0,73%).

“O viés por aqui é de baixa, o que distancia a possibilidade do Banco Central reverter a medida do imposto, que afastou o especulador. O Governo não quer que o dólar tenha esse caráter especulativo”, avalia. Por fim, Nheme acredita que até o final do ano o dólar volte a casa R$ 1,70 ainda neste ano.

Indicadores
Por aqui, o Banco Central reportará mais tarde o fluxo cambial de setembro, dado apresentado semanalmente que representa o movimento de entrada e saída de dólares do País, que apontou superávit de US$ 349,708 bilhões. Mais cedo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor), que apontou inflação de 0,20%.

Nos Estados Unidos, siu o relatório semanal de estoques de petróleo que recuraram 1,4% na pssagem semanal. Mais cedo por lá, os  investidores digeriram bem o anúncio do ADP Employment, o qual revelou a criação de 91 mil novas vagas no setor privado norte-americano, número superior a expectativa do mercado de 45 mil.