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SÃO PAULO – A moeda norte-americana segue em movimento de queda nesta quarta-feira (17), apontando desvalorização de 0,3%, cotado a R$ 1,5861 na venda.
No mercado de câmbio, o destaque segue por conta da Suíça, que luta para reduzir a valorização do franco, eleita a moeda mais segura nesta crise. Este movimento se dá em virtude da recessão observada nos EUA e na Europa nos últimos meses.
Mesmo com o cenário externo instável, com bolsas de valores operando em rumos opostos, porém com tendência de queda, a divisa norte-americana continua a desvalorizar-se, o que corrobora com a explicação do economista Sidnei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio.
Para ele, há um movimento do fluxo dos recursos de exportações que estavam depositados no exterior, o que gera liquidez no mercado físico a vista e determinou o recuo do preço da moeda americana.
“Contudo, a posição “vendida” líquida dos hedge funds no mercado de derivativos é um fator que, em perspectiva, poderá por pressão no preço da moeda americana quando ocorrer movimento de zeragem, mas, momentaneamente, os players parecem estar sustentando seus posicionamentos, aguardando o desenrolar dos acontecimentos”, explica Nehme.
Indicadores
Nesta manhã, tivemos a divulgação dos estoques de petróleo dos Estados Unidos, que avançaram em 4,2 milhões de barris, ou 1,2% no período de 8 a 12 de agosto, chegando ao patamar de 354 milhões de barris.
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Ainda nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho reportou o PPI (Producer Price Index) índice de preços no atacado, ou seja, preços cobrados pelos produtores. O indicador registrou alta de 0,2% durante o período, frente às expectativas do mercado de estabilidade, enquanto em junho, o registrado foi de -0,4%.
Na agenda doméstica, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que apontou variação positiva dos preços de 0,41%.