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SÃO PAULO – A volta do feriado promete ser movimentada na bolsa mesmo com os mercados fechados na Europa, ainda por conta do feriado de Páscoa por lá. Nesta segunda-feira (17), o Ibovespa Futuro abriu em alta, com os mercados respondendo positivamente a indicadores econômicos domésticos e na China. Às 9h04 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice com vencimento em junho acumulavam alta de 0,50%, a 64.105 pontos, destoando do clima negativo visto nas bolsas asiáticas e no mercado de commodities. Vale lembrar que o pregão marca o vencimento de opções sobre ações na B3, o que pode trazer mais volatilidade às ações.
No mesmo horário, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 recuavam 3 pontos-base, a 9,62%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 caíam 4 pontos-base, a 9,91%. Já os contratos de dólar futuro com vencimento em maio deste ano recuavam 1,20%, sinalizando cotação de R$ 3,116, em um movimento de otimismo dos investidores com os números apresentados pelo IBC-Br.
Confira os destaques desta segunda-feira e da semana:
Bolsas mundiais
As bolsas europeias ficam fechadas por conta do feriado de Páscoa, mas a sessão promete ser mista para as bolsas americanas, de olho nas tensões dos EUA com a Coreia do Norte. O vice-presidente americano Mike Pence afirmou que a “era da paciência estratégica” com a Coreia do Norte acabou, um dia após Pyongyang falhar em seu teste de míssil, segundo Seul. O último sábado marcou o desfile do que pareciam ser novos mísseis de longo alcance e mísseis para lançamento a partir de submarinos no 105º aniversário do fundador do país, Kim Il Sung. Vale destacar também o movimento da lira turca, que lidera alta entre moedas de emergentes após presidente Recep Erdogan vencer plebiscito que lhe dará ainda mais poder. Já os principais índices acionários da China caíram nesta segunda-feira, com os investidores se desfazendo de ações em todos os setores depois que o principal regulador do país prometeu combater a má conduta nos mercados. Isso apesar dos dados do país, com o PIB do país crescendo 6,9% no primeiro trimestre na comparação com o ano anterior, resultado acima do esperado (+6,8%) que foi sustentado por gastos do governo em infraestrutura e um mercado imobiliário frenético que mostra sinais de superaquecimento. No restante da região, os mercados acionários apresentaram queda em sua maioria, após dados econômicos fracos dos Estados Unidos afetarem a confiança dos investidores, já desgastada pelas preocupações com a Coreia do Norte e as eleições francesas, que ocorrerão no próximo domingo. Este era o desempenho dos principais índices: *Xangai (China) -0,75% (fechado) *Hang Seng (Hong Kong) -0,21% (fechado) *Nikkei (Japão) +0,11% (fechado) *Petróleo brent -0,68%, a US$ 55,51 o barril *Petróleo WTI -0,70%, a US$ 52,81 o barril *Minério de ferro negociado com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao -3,54%, a US$ 66,25 a tonelada *Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian -3.52%, a 493 iuanes Atividade Econômica
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 1,31 por cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta segunda-feira. O desempenho veio bem melhor que o avanço de 0,55 por cento no mês projetado por analistas consultados pela Reuters. Para Alberto Ramos, economista para América Latina do Goldman Sachs, a revisão positiva nos indicadores de vendas do varejo e dados de serviços em janeiro, juntamente com as expectativas de bons resultados para o setor agrícola, reforça a percepção de que, após um longo período de recessão, a economia atingiu um ponto de inflexão no primeiro trimestre de 2017. Relatório Focus
As expectativas para os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central voltaram a apontar para uma menor inflação ao final deste ano. De acordo com a última edição do relatório Focus, publicado na manhã desta segunda-feira (17), a mediana das projeções passou a apontar para um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em alta de 4,06% no acumulado de 2017 — ante avanço de 4,09% estimado uma semana antes. Para o ano seguinte, a queda foi ainda mais expressiva: 4,46% para 4,39%. Leve redução também foi vista nas projeções para a atividade econômica medida pelo PIB (Produto Interno Bruto): as expectativas para o indicador recuaram de 0,41% na semana passada para 0,40% para este ano. Em 2018, a mediana das apostas seguiu em 2,50%. As avaliações para a taxa de câmbio deste ano seguiram nos mesmos R$ 3,23 da semana anterior, ao passo que houve uma leve alta nas projeções para o ano seguinte: de R$ 3,37 para R$ 3,40. Já a Selic seguiu em 8,50% para os dois anos — o que indicaria respectivas taxas reais de 4,44% e 4,11%, considerando as novas projeções do mercado para a inflação. Entre os economistas que mais acertam em suas projeções — o chamado “top 5” –, as expectativas para o IPCA no cenário de curto prazo não mudaram: 3,73% em 2017 e 4,25% no ano seguinte. No cenário de médio prazo, no entanto, houve redução na mediana das expectativas de 4,11% para 4,03% neste ano, ao passo que em 2018 seguiram em 4,25%. A Selic nos dois cenários seguiu em 8,50% para 2017 e 2018. Do lado do câmbio, os cenários de curto e médio prazo se mantiveram: R$ 3,35 e R$ 3,45 no primeiro caso, e R$ 3,18 e 3,30. Agenda
Em mais uma semana com apenas quatro dias úteis devido ao feriado de Tiradentes na sexta-feira (21), os investidores brasileiros se concentram na divulgação do IPCA-15 de abril, na quinta-feira (20), às 9h. Além disso, foco também nos leilões tradicionais de NTN-B, nesta terça-feira (18), e de LTN e LFT, na quinta, ambos às 11h30. Nos EUA, o destaque é o Livro Bege, que será divulgado às 15h da quarta-feira. Outras sinalizações sobre a política monetária norte-americana virão dos discursos dos presidentes regionais do Fed Esther George, do Kansas, na terça, às 10h, Eric Rosergen, de Boston, na quarta, às 13h, e de Neel Kashkari, de Minneapolis, na sexta, às 10h30. Com os mercados norte-americanos abertos no dia 21, serão divulgados os PMIs Industrial, de Serviços e Composto, às 10h45. Ao longo da semana, serão conhecidos as novas construções residenciais, às 9h30, e a produção industrial às 10h15, da terça; os estoques de petróleo, às 11h30, da quarta; e os pedidos de auxílio-desemprego e a Sondagem Industrial da Filadélfia, ambos às 9h30, da quinta. Na zona do euro, sai a balança comercial de fevereiro e a inflação ao consumidor de março medida pelo CPI, ambos às 6h da quarta, e os PMIs Industrial, de Serviços e Composto, às 5h de sexta. Política
Em Brasília, o destaque da semana é a apresentação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara sobre o tema. A leitura está prevista para a terça-feira (18). Ontem, Temer coordenou no Palácio da Alvorada, uma reunião com integrantes do governo e da base aliada na Câmara dos Deputados para tratar da tramitação da reforma. Carlos Marun confirmou que Arthur Maia deve apresentar o relatório final da reforma na próxima terça e apontou que a abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra deputados citados nas delações da empreiteira Odebrecht não vai afetar os trabalhos. Para o deputado, a abertura de investigação contra o relator não causa constrangimento no colegiado. Atenção também para a votação no plenário da Casa sobre a renegociação da dívida dos Estados. Na semana passada, por falta de quórum e manobras da oposição, o tema foi adiado pela segunda vez. No Senado, o projeto mais importante é a leitura do relatório da PEC que muda as regras do foro privilegiado, prevista para quarta-feira (19). Além disso, o Banco Central inicia nesta segunda-feira a rolagem dos contratos de swap cambial de maio com oferta de 16.000 contratos. Na agenda desta semana, o presidente do BC Ilan Goldfajn viaja aos EUA de 18 a 25 de abril para participar de diversos eventos. Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se afastará do país de 18 a 24 de abril para o 2017 Spring Meetings. Delações da Odebrecht
O mundo político segue repercutindo também as revelações dos depoimentos dos delatores da Odebrecht, com novas revelações acerca das delações dos executivos das empreiteiras vindo à tona à cada dia. Mais um ex-executivo afirmou que o presidente Michel Temer foi o responsável por chancelar, em 2010, acerto para que a empreiteira destinasse US$ 40 milhões de propina a integrantes do PMDB. Em vídeo divulgado pela assessoria do Palácio do Planalto na quinta-feira, Temer afirmou não ter medo dos fatos mas “repulsa” à mentira, ao referir-se à delação Márcio Faria, ex-dirigente da Odebrecht, que afirmou ter participado de uma reunião comandada por Temer na qual foi discutida a “compra do PMDB” por US$ 40 milhões. Já neste fim de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou articulação com Temer e Lula para barrar a Operação Lava Jato. Noticiário corporativo
O noticiário corporativo também é movimentado. A Petrobras informou que a produção total de petróleo e gás foi de 2,74 milhões boed em março. Além disso, a Folha informa que o governo avalia permitir que Petrobras desista de área do Por fim, atenção aos desdobramentos da Carne Fraca, A Polícia Federal indiciou 63 alvos da Operação, no sábado, 15, por crimes de corrupção, concussão, prevaricação, formação de organização criminosa e crime contra a saúde pública. Os alvos são funcionários do Ministério da Agricultura em Curitiba (PR) e Londrina (PR) e em Goiás, donos de frigoríficos e empresas de alimentos processados e executivos, entre eles nomes da JBS e da BRF. (Com Reuters, Agência Estado, Bloomberg e Agência Brasil)
No mercado de commodities, o minério de ferro retoma queda em Dalian na China, enquanto a produção de aço na China atinge recorde. Já o petróleo WTI cai abaixo de US$ 53 com EUA continuando a expandir perfurações.
pré-sal após leilões. A Prumo vai recorrer de decisão que exclui Mubadala de oferta. Já a Assembleia da M. Dias Branco aprovou o desdobramento de ações ordinárias de 1 para 3. Na Par Corretora, Alexandre Monteiro renuncia ao conselho da
companhia,