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SÃO PAULO – Seguindo o movimento de aversão ao risco, o dólar segue sua trajetória de alta visto no início dos negócios e neste momento opera cotado a R$ 1,5850 na venda, alta de 0,44%.
Nos mercados internacionais, o movimento é semelhante e a moeda norte-americana valoriza-se em relação ao iene em 0,03% e frente ao franco em 0,98%. Já o euro perde 0,51% em relação a divisa norte americana e a libra desvaloriza-se 0,59% em relação a moeda pan-europeia..
Segundo os economistas do Santander, a aversão ao risco deve permanecer em alta não só hoje, como nas próximas semanas. Esta conclusão deve-se à crise na zona do Euro e a recuperação econômica nos Estados Unidos ameaçada.
“No câmbio, o aumento da aversão ao risco não tem sido suficiente para enfraquecer o real. Pode ser que a liquidez global siga proporcionando fluxos abundantes de moeda estrangeira”, afirma Mauricio Molan, do Santander.
No cenário interno, o relatório Focus mostrou hoje que não houve mudanças na previsão do mercado para a taxa básica de juro, fechando 2011 a 12,75% ao ano, o mesmo apresentado no último mês com a expectativa de elevação de 0,25% na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) neste mês. Por outro lado, para 2012, a expectativa é que haja uma elevação de 0,14 ponto percentual da Selic em relação ao ultimo relatório, passando de 12,50% ao ano para 12,63%.
Ainda no Brasil a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,751 bilhões nesta terceira semana de julho, com exportações de US$ 12,300 bilhões e importações da ordem de US$ 9,549 bilhões, segundo divulgou também nesta manhã o Ministério do Desenvolvimento.
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Ainda no mercado externo, chama a atenção o fato de a agência de classificação de risco Moody’s sugerir que o governo do EUA elimine o limite fixado por lei para o endividamento público, podendo assim reduzir a incerteza entre os investidores. Ainda neste caminho, e para agravar a situação cambial, a agência de classificação de risco Fitch, anunciou que, se o governo dos EUA não pagar os juros sobre sua dívida, os títulos do Tesouro em questão serão rebaixados para a classificação B+.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto é cotado a R$ 1.594, estável em relação ao fechamento da última sexta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera estável, atingindo R$ 1.581 frente ao fechamento de sexta-feira.