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SÃO PAULO – Depois de fechar a sessão anterior com forte alta de 1,26%, com o mercado influenciado pela decisão do Governo de novo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o dólar comercial opera em trajetória inversa nesta quarta-feira (20) cotado a R$ 1,6750 na venda, baixa de 0,71%.
Na agenda do dia, alguns fatos merecem destaque. Internamente, mais cedo foram divulgados o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que apontaram inflação de 0,89 e 0,62%, respectivamente, mantendo o alarme de investidores sobre a trajetória de elevação da inflação.
Após o encerramento da sessão, o Banco Central divulgará a decisão da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juros, que segundo o mercado, deve permanecer em 10,75% ao ano.
Externamente, nos EUA será publicado o Livro Bege do Federal Reserve, relatório que consiste em uma compilação de dados sobre a atualidade macroeconômica norte-americana, ao passo em que, na China, que na terça-feira atraiu atenção do mercado ao anunciar elevação de suas taxas de juros, serão divulgados na noite de quinta-feira dados como as vendas no varejo e o PIB (Produto Interno Bruto) para o terceiro trimestre.
Repercussão do IOF
Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, com o aumento do IOF, “o diferencial de juros a favor do Brasil fica menor, especialmente para as aplicações financeiras em renda fixa de até 6 meses, o que deve reduzir sua atratividade”.
Por outro lado, a analista destaca também que “o aumento do IOF tem efeitos limitados, uma vez que o fluxo externo, em boa medida, decorre da percepção de que a Selic continuará interessante para os aplicadores, ainda mais se consideradas as perspectivas de ampliação do afrouxamento quantitativo nos EUA”.
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Front asiático
Na última terça-feira, o PBoC (Banco Popular da China) surpreendeu o mercado ao decidir elevar suas taxas de referência para depósitos e empréstimos em 0,25 ponto percentual. Assim, a taxa de referência para empréstimos passou de 5,31% para 5,56% ao ano, tornando-se efetiva a partir da próxima quarta-feira. Por sua vez, a taxa de referência para depósitos foi elevada de 2,25% para 2,50%.
Segundo o ministro da Fazenda Guido Mantega, a decisão “pode valorizar um pouco a moeda”, além de mostrar colaboração por parte do governo chinês no atual contexto do mercado de cãmbio. Vale lembrar que a China vem sofrendo pressões externas para promover uma alta de sua moeda, considerada excessivamente desvalorizada por alguns países, com destaque para os EUA.
Já os analistas receberam a notícia com surpresa, em razão da recente elevação da taxa de depósito na última semana. Femming Nielsen, analista do Danske diz que “ainda esperamos a apreciação do yuan em 7% no próximo ano, e não projetamos nova elevação do juro na China até 2011”, completou Nielsen. Por fim, o analista ainda crê na queda da sensação de risco e fortalecimento do dólar.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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