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SÃO PAULO – Depois de operar parte da sessão em alta, o dólar comercial inverteu sua trajetória na parte da tarde, acentuando suas perdas até o final do dia, em linha com a melhora no humor do mercado. Com isso, a moeda fechou esta terça-feira (18) em queda de 0,73%, terminando cotado a R$ 1,7585 na venda. . A melhora no sentimento impulsiona mercados mais arriscados, tirando força dos investimentos tidos como mais seguras, como é o caso do dólar.
Por aqui, o destaque ficou por conta do primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando será definida a nova taxa básica de juros para a economia brasileira. A expectativa é de uma nova redução na Selic, o que diminuiria a atratividade do real frente ao dólar, enfraquecendo a moeda nacional frente à norte-americana.
Europa segue em foco
A melhora no sentimento de aversão ao risco veio após novas declarações de Angela Merkel. Segundo agências internacionais, Angela espera que os líderes europeus desenvolvam um “plano de trabalho” para a Grécia em encontro no dia 23 de outubro, incluindo possivelmente uma missão permanente da “troika” para monitorar a dívida do país. A melhora no humor do mercado colabora para que investidores busquem ativos mais arriscados, deixando investimentos mais seguros – como o caso do dólar – em segundo plano.
Além disso, a Moody’s alertou na noite da véspera que poderá revisar de estável para negativa a perspectiva sobre a nota de crédito AAA da França nos próximos três meses. No entanto, o ministro de Finanças do país, François Baroin, garantiu esforços do governo para manter a nota.
Ainda no velho continente, especula-se a possibilidade de Portugal, um dos países mais ameaçados da Europa, não cumprir sua meta de redução no déficit. Outra referência negativa foi que a Standard & Poor’s rebaixou o rating de 24 bancos e instituições financeiras italianas.
China e EUA em destaque na agenda
Na agenda internacional, destaque para os dados da China. O PIB (Produto Interno Bruto) do país asiático apontou crescimento de 9,1% no terceiro trimestre, mostrando queda em relação ao trimestre anterior e piorando as perspectivas de que o país asiático deverá sofrer uma desaceleração econômica.
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Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho reportou o PPI (Producer Price Index), índice de preços no atacado, que registrou avanço de 0,8%, superando as expectativas do mercado. Já o Core PPI, que exclui itens cujos preços são considerados mais voláteis, como energia e alimentos, reportou alta de 0,2% frente ao avanço de 0,1% estimado.
Ainda na principal economia do mundo, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que sua instituição pode ter que elevar as taxas de juros do país. De acordo com Bernanke, isso ocorria caso fosse identificado um risco potencial para a estabilidade financeira norte-americana.
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7575 na compra e R$ 1,7585 na venda, baixa de 0,73% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 6,54% em outubro, frente à baixa de 18,11% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,54%.
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro encerrou o dia cotado a R$ 1,758, forte baixa de 1,04% em relação ao fechamento de R$ 1,777 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,78%, atingindo R$ 1,773 frente à R$ 1,787 do fechamento de ontem.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,7724 na venda, alta de 1,35%.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7619000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,24 para dezembro de 2011, 0,11 ponto percentual abaixo em relação ao que foi registrado na sessão anterior.