Dólar inverte sinal e opera em alta de 0,24%, de olho em projeções da China

Economia asiática reduziu a meta de crescimento em 2012 para 7,5%; queda na atividade da Zona do Euro também influencia

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SÃO PAULO – Invertendo o sinal visto durante boa parte da manhã, o dólar comercial opera nesta segunda-feira (5) em leve alta de 0,24%, valendo R$ 1,736. A moeda ganhou forças após dados da Zona do Euro e a revisão da meta de crescimento chinês desanimarem os investidores, ajudando a aumentar a demanda por investimentos considerados de maior segurança, como é o caso do dólar.

O governo chinês reduziu a meta de crescimento para 7,5% em 2012 e deverá apontar uma inflação de 4% no mesmo périodo, segundo o Relatório de Trabalho do Governo, apresentado nesta segunda-feira (5) pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Caso as projeções se confirmem, a segunda maior economia mundial irá registar o crescimento mais baixo desde 1990, ano em que o PIB (Produto Interno Bruto) se expandiu apenas 3,8%.

Por sua vez, a Europa segue no radar da moeda. O PMI (Purchasing Managers’ Index) de serviços da Zona Euro registrou declínio em fevereiro, depois de ter avançado em janeiro, segundo os dados finais divulgados nesta segunda-feira. Segundo a Markit Economics, a atividade na região caiu de 50,4 pontos em janeiro para 48,8 em fevereiro, indicando um declínio mais acentuado do que a prévia anterior, de 49,4 pontos.

Indicadores
Na agenda de indicadores desta segunda-feira a Fipe (Fundação Instituto de PesquisasEconômicas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de fevereiro, que marcou deflação de 0,07%. Ainda por aqui, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que segue reduzindo as projeções inflacionárias para o mês. Mais tarde, o Ministério de Comércio Exterior reporta o resultado semanal da balança comercial brasileira.

Nos EUA, o Factory Orders, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, recuou 1% durante o mês de janeiro, dado melhor do que o projetado. Também por lá, a Associação de Executivos de Compras dos EUA divulgou o ISM Services (Institute for Supply Management), que ficou em 57,3 pontos na passagem de janeiro para fevereiro, também superando as expectativas dos analistas.