Dólar inverte sinal da manhã e opera em leve alta, cotado a R$ 1,807

Mesmo com valorização, especialistas acreditam que agenda de indicadores dos EUA mantém o tom positivo do dia

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SÃO PAULO – O dólar comercial inverteu o sentido de desvalorização apontado no início desta quinta-feira (15), e opera em leve alta de 0,11%, cotado a R$ 1,809. Porém, no cenário externo, a moeda segue em queda frente ao euro (-0,28%), ao iene (-0,44%), à libra (-0,01%) e ao franco suíço (-0,71%).

Para especialistas, a alta é muito leve e o cenário de recuperação da economia norte-americana, cujos indicadores desta quinta-feira não decepcionaram o mercado, ainda é o responsável pelo sentimento de menor aversão ao risco dos investidores. Nesta manhã, o mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a superar as expectativas de analistas ao apontar 351 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, número abaixo dos 355 mil beneficiários projetados.

Na mesma linha positiva, o índice de preços ao produtor daquele país demonstrou um avanço de 0,4% durante o mês de fevereiro, inferior ao consenso do portal norte-americano Briefing, de alta em 0,5%. Do mesmo modo, o indicador da atividade industrial na região de Nova York superou as expectativas em março, de 15 pontos positivos, ao marcar 20,2 pontos.

Por sua vez, o índice que mede a atividade industrial na região norte-americana da Filadélfia veio exatamente em linha com a mediana das projeções de mercado, aos 12,5 pontos positivos em março.

Ainda nos EUA, o Treasury International Capital do primeiro mês deste ano, que mede a demanda estrangeira por títulos norte-americanos, foi de US$ 101,0 bilhões, valor bem acima do saldo de dezembro, que foi revisado de US$ 17,9 bilhões para US$ 19,1 bilhões.

Agenda doméstica
Por aqui, o Banco Central revelou na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que “atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”. Ainda por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) do mês de março, que apontou inflação de 0,27%.