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SÃO PAULO – Invertendo o sentido apontado nesta manhã, o dólar comercial opera em leve alta de 0,02%, cotado R$ 1,792 na venda. No câmbio internacional, a moeda ganha espaço diante do euro (0,13%), da libra (0,19%) e do franco suíço (0,72%). A exceção é o iene, que valoriza-se em 0,03% frente ao dólar.
A moeda parece sentir os efeitos do anuncio da Standard & Poor’s que na noite anterior ameaçou cortar o rating de 15 países da União Europeia – sendo seis deles países que possuem a nota AAA -, colocando-os na lista negativa para revisão. Já nesta terça-feira (6), a mesma agência de classificação de risco também colocou o rating do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) em revisão para possível corte.
Por sua vez, a própria S&P reafirmou nesta terça-feira o rating de longo prazo da China em “AA-”, com perspectiva estável. Segundo a agência, a nota chinesa se sustenta no fato do país possuir um perfil político e econômico ligeiramente forte, enquanto os perfis de flexibilidade e de performance são avaliados como muito fortes.
No Brasil, PIB e Mantega em destaque
A agenda econômica desta terça-feira trouxe como destaque o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que ficou estável no terceiro trimestre do ano. Após a divulgação, a Austin Ratings revisou de 3,6% para 3,0% a sua estimativa de crescimento para a atividade econômica brasileira.
Também no front doméstico, os investidores avaliam as palavras do ministro da Fazenda Guido Mantega, que afirmou nesta sessão que o País crescerá menos que o previsto neste ano. Contudo, o ministro ressaltou que ainda possui mais mecanismos para estimular a economia brasileira caso seja necessário.