Dólar inverte sinal da manhã e opera em alta nesta tarde, à espera do Copom

Mercado aguarda decisão do comitê sobre taxa básica de juros; desconfiança dá o tom do negócios ao longo do dia

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SÃO PAULO – Em dia marcado pela expectativa diante da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o dólar comercial inverte o sinal apontado no abertura e opera nesta terça-feira (19) em alta de 0,23%, cotado a R$ 1,762 na venda.

“No momento da abertura o mercado lá fora estava bem melhor, mas houve uma piorada, apesar de ainda observarmos indícios  para uma nova virada da moeda”, explica o operador de cambio da InteBolsa, Ovídio Soares. Segundo Soares, o mercado está de lado no aguardo da reunião do Copom, que definirá os rumos da taxa básica de juro nacional.

Não bastasse a espera, a reunião vem com um novo ingrediente, o da desconfiança. Tudo isso porque, nesta semana, veio à tona a informação de que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) investiga uma possível “movimentação atípica” nos contratos de juros futuros na semana de 31 de agosto, semana na qual o comitê decidiu reduzir a taxa básica de juro em 0,50 ponto percentual, para 12,00% ao ano.

“O mercado está trabalhando com 0,5 p.p. de queda da Selic, o que pode tirar o atrativo de entrada de dólares, fazendo com que a moeda reduza sua tendência de queda por aqui”, explica o operador de câmbio da InterBolsa. Por sua vez, se a Selic for mantida, a divisa poderá apurar perdas, já que a taxa de juros se manterá atrativa para os investimentos estrangeiros, ampliando a entrada de dólares em nosso mercado.

Indicadores
Nos Estados Unidos, foi revelado o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, que registrou inflação de 0,3% em setembro, em linha com o esperado pelo mercado. Por sua vez, o Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia, teve avanço de 0,1%, frente às projeções do mercado de alta de 0,2%.

Também por lá, os dados do setor imobiliário mostram divergências. O Housing Starts mostrou um número de casas que começam a ser construídas maior do que o esperado em setembro. Por sua vez, o Building Permits reportou que o número de autorizações para a construção de imóveis ficou aquém das estimativas no mês passado.

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A principal economia do mundo também reportou o relatório semanal de estoques de petróleo, organizado pela EIA (Energy Information Administration), que recuaram em 4,7 milhões de barris, ou 1,4% no período de 10 a 14 de outubro.