Dólar inverte o sinal da abertura e opera em alta, respondendo a clima tenso

Comentários sobre aquisição do Lehman Brothers e previsão para S&P 500 assustam; plano interno ameniza com inflação mais lenta

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SÃO PAULO – O dólar comercial inverte a trajetória registrada na parte da manhã e passa a operar em alta nesta segunda-feira (25), acompanhando de certa forma o clima pessimista presente nas principais bolsas do planeta.

A sessão segue bastante agitada, com destaque para a possível aquisição do Lehman Brothers pelo banco estatal sul-coreano KDB. O presidente do órgão regulador na Coréia do Sul ganhou foco ao sugerir maior cautela à compradora em relação aos riscos trazidos pelo banco norte-americano.

Completando o tom de preocupação, os analistas do Morgan Stanley reduziram suas perspectivas para o desempenho do Standard & Poor’s 500 para o final do ano. A revisão para baixo foi recebida com desconforto, por demonstrar que o pior da crise financeira pode ainda não ter passado.

Atenuantes

Amenizando um pouco a tensão nos mercados, o setor imobiliário nos EUA deu sinais de melhora em julho: as vendas anualizadas de casas usadas chegaram a 5 milhões no mês passado, superando as expectativas dos analistas de 4,90 milhões.

Além disso, o plano doméstico também segue mais tranqüilo, com a perspectiva reforçada de que a inflação vem perdendo força em agosto, como mostrou o resultado do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal).

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6280 na compra e R$ 1,6300 na venda, leve alta de 0,12% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8000 na venda, representando um ágio de 10,57% em relação ao dólar comercial.