Dólar interrompe sequência de quatro altas e fecha em queda de 0,49%

Agenda dos EUA, intervenção do BaCen e IPCA repercutiram nos negócios; Mantega se diz satisfeito com medidas adotadas no câmbio

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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em queda pela primeira vez após quatro sessões de alta, terminando a sexta-feira (6) em queda de 0,49%, cotado a R$ 1,617 na venda. Contudo, a única desvalorização da semana não impediu que a moeda subisse 2,80% no acumulado desses cinco dias. Indicadores norte-americanos, inflação brasileira, intervenção do BaCen e palavras de Mantega também repercutiram nos negócios. 

Por aqui, o Banco Central continuou a realizar leilões de compra de dólares no mercado à vista, realizando duas operações nesta sexta-feira. A primeira teve início às 12h12 (horário de Brasília) e término às 12h17, com taxa de corte de R$ 1,6047, enquanto a segunda operação se estendeu das 15h50 e às 15h55, contando com taxa de corte de R$ 1,619. 

Ademais, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a declarar que nenhuma medida esta descartada para conter a valorização do real, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmar na sessão anterior que uma quarentena não está nos planos da autoridade monetária brasileira. Contudo, o ministro está satisfeito com o resultado das medidas promovidas até agora, o qual ele classificou como “muito satisfatório”. 

Indicadores econômicos
Ainda no front interno, destaque para a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que apontou taxa de 0,77% em abril, 0,02 ponto percentual menor que a do mês anterior. Já no acumulado No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação acumulada do índice atingiu 6,51%, acima do teto da meta para este ano.

Lá fora, destaque para os números referentes ao mercado de trabalho dos Estados Unidos, que surpreenderam o mercado com a criação de 244 mil novos empregos durante o mês de abril, bem acima dos 185 mil estimados. Contudo, a taxa de desempregou (9,0%) e os ganhos por hora trabalhada (alta de 0,1%) vieram aquém do esperado.

Ainda na economia norte-americana, o Federal Reserve divulgou na tarde desta sexta-feira (6) o Consumer Credit, que revelou avanço ajustado sazonalmente de US$ 6,0 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor local entre fevereiro e março. O resultado veio melhor do que indicavam as projeções, que esperavam avanço de US$ 4,9 bilhões.

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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6150 na compra e R$ 1,6170 na venda, baixa de 0,49% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 2,80% em maio, frente à baixa de 3,56% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,95%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho, segue o dia cotado a R$ 1,622, baixa de 0,40% em relação ao fechamento de R$ 1,629 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em baixa de 0,61%, atingindo R$ 1.632 frente à R$ 1.642 do fechamento de quinta-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6190000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,10 para julho de 2011, 0,50 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.