Dólar inicia o dia em alta, com mercado cauteloso com cenário externo

Investidores aguardam votação do plano de ajuste fiscal de Portugal, tensões no Japão e na Líbia ainda preocupam

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em leve alta de 0,12% nesta quarta-feira (23), cotado a R$ 1,665 na venda, com os investidores mais cautelosos e apreensivos acerca da votação do plano de ajuste fiscal de Portugal, tomado por grave crise política. A possibilidade de rejeição do projeto faz crescer o sentimento do mercado de que o país caminha para a necessidade de um resgate financeiro.

O Japão ainda preocupa, após ser constatado que a radioatividade na água está acima do limite considerado seguro. Outro foco de atenção é o petróleo, que não apresenta tendência definida, com leves oscilações, refletindo ainda as turbulências na Líbia. Barack Obama, presidente dos EUA, trabalha para aparar arestas entre os países aliados que realizam o ataque às forças de defesa aérea da Líbia, enquanto Muammar Gaddafi e tropas leais a ele não deram sinal de que irão retroceder no combate.

Ademais, cresce a expectativa por adoção de medidas cambias pelo governo brasileiro, com o objetivo de frear a valorização do real.

Indicadores
No cenário interno, destaque para o IPC-S (índice de Preços ao Consumidor Semanal), que apontou inflação de 0,69% no levantamento referente a 22 de março, ficando 0,05 ponto percentual acima da prévia anterior.

Já o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou queda no ritmo de elevação dos preços, ficando em 0,60% neste mês, taxa 0,37 ponto percentual menor que a registrada em fevereiro.

Na última sessão, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que “a partir do segundo trimestre, a inflação mensal tende a se deslocar para níveis compatíveis com o centro da meta de inflação”, de 4,5% ao ano, dando sinais de que o ciclo de elevação da taxa Selic poderia estar próximo do fim.

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Já na agenda norte-americana, os investidores recebem a venda de novos imóveis em fevereiro, estimada em alta de 2%, após terem caído 12% no primeiro mês do ano.

 
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