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Dólar encerra dia estável a R$ 5,32 com Ptax e chance de ‘shutdown’; no mês, cai 3,3%

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros
Imagem: Pixabay
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Em um dia de oscilações estreitas, o dólar fechou a terça-feira praticamente estável no Brasil, influenciado por um lado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês e por outro pelo recuo da moeda norte-americana no exterior, em meio ao temor de paralisação parcial do governo dos EUA.

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Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

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“De um lado, a disputa técnica pela formação da Ptax de fim de mês e trimestre intensificou a volatilidade do dólar, com comprados e vendidos travando posições para reduzir perdas. Do outro, o ambiente externo seguiu favorável às moedas emergentes: o risco de paralisação do governo americano, a perspectiva de novos cortes de juros pelo Fed e sinais de contínuos de fraqueza no mercado de trabalho nos EUA enfraqueceram a divisa no exterior”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em leve alta de 0,06%, aos R$5,3228. No ano, a divisa acumula queda de 13,86%.

Às 17h03 na B3 o dólar para novembro — que nesta terça-feira passou a ser o mais líquido no Brasil — subia 0,06%, aos R$5,3650.

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O que aconteceu com dólar hoje?

Na primeira metade do dia o dólar sofreu a influência da disputa pela Ptax — taxa calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

“O dólar andou de lado durante a disputa da Ptax. Os vendidos conseguiram conquistar algum espaço na primeira e na segunda janela de coleta, mas depois os comprados deram uma forçada nas cotações na terceira e na quarta”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

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As janelas de coleta do BC são próximas de 10h, 11h, 12h e 13h. Ainda assim, a pressão dos agentes foi incapaz de fazer o dólar se afastar muito da estabilidade: a cotação mínima do dia no mercado à vista foi de R$5,3047 (-0,28%) às 9h32 e a máxima foi de R$5,3353 (+0,29%) às 12h57.

Definida a Ptax (R$5,3186) no início da tarde, o dólar à vista ficou livre para oscilar conforme o noticiário, mas ainda assim as cotações se mantiveram travadas, próximas da estabilidade.

“Estão todos em compasso de espera pela negociação sobre o Orçamento dos Estados Unidos”, disse Rugik.

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Desde o início do dia investidores acompanhavam os desdobramentos das negociações entre republicanos e democratas, nos Estados Unidos, em torno de uma proposta orçamentária para evitar o “shutdown” (paralisação) do governo a partir de quarta-feira.

A falta de acordo conduzia a busca pela segurança dos Treasuries, pesando sobre os rendimentos dos títulos, e a queda do dólar ante a maior parte das demais divisas globais. Ainda assim, no Brasil o dólar se manteve perto da estabilidade ante o real.

À tarde, em uma indicação de que o acordo sobre o Orçamento não parece próximo, o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu os democratas que permitir a paralisação do governo federal à meia-noite daria a sua administração a oportunidade de tomar medidas “irreversíveis”, incluindo o encerramento de programas importantes para eles.

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Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,09%, a 97,823. No mesmo horário, o dólar cedia 0,44% ante o iene.

(Com Reuters)