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O dólar opera com baixa ante o real nesta quinta-feira (29), após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa Selic em 15% ao ano e sinalizar corte de juros em março, enquanto acompanham falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
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Qual a cotação do dólar hoje?
Às 11h16, o dólar à vista operava com queda de 0,48%, aos R$ 5,181. O dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,04% na B3, aos R$ 5,199.
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Dólar comercial
- Compra: R$ 5,181
- Venda: R$ 5,181
O que aconteceu com dólar?
O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros na quarta-feira, citando a inflação ainda elevada, juntamente com o sólido crescimento econômico, e dando poucas indicações em sua mais recente declaração de política monetária sobre quando os custos dos empréstimos poderão cair novamente. Um pouco antes da decisão de juros dos EUA, o dólar havia virado para alta, que se manteve após a decisão, para depois fechar quase estável.
Por aqui, o BC decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e fez a indicação, mas enfatizando que manterá “a restrição adequada” para levar a inflação à meta de 3%.
O corte da Selic em março, em tese, tende a tornar o Brasil um pouco menos atrativo aos investimentos estrangeiros, mas agentes do mercado têm ponderado que ainda assim o país seguirá atraente para operações de carry trade, considerando que as taxas no exterior são bem menores.
Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes como o Brasil — com destaque para a bolsa — tem pesado sobre as cotações do dólar, que se reaproximou dos R$5,20.
Nesta manhã, o dólar sustenta ganhos ante uma cesta de divisas fortes, mas recua ante pares do real como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano, em uma indicação de que o fluxo de recursos para países emergentes continua.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta que deixará a pasta no mês de fevereiro. Segundo ele, a data exata ainda não está definida, mas é “certeza” de que ele sairá do governo no próximo mês, e isso já foi acordado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad voltou a defender as qualidades de Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, para assumir o ministério com a sua saída, mas deixou claro de que cabe o presidente definir o substituto.
(Com Reuters)