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O dólar à vista opera em baixa perante o real nesta terça-feira (27), alinhado à tendência de queda da divisa americana frente a pares desenvolvidos e várias moedas emergentes.
Investidores locais digerem os dados de inflação pelo IPCA-15 divulgados pelo IBGE, enquanto no exterior a moeda norte-americana cai ante boa parte das demais divisas.
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Qual a cotação do dólar hoje?
Às 10h12, o dólar à vista operava com baixa de 0,49%, aos R$ 5,254 na venda. O dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,55% na B3, aos R$ 5,259.
Na segunda-feira, o dólar fechou cotado a R$5,2800, em queda de 0,14%.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,253
- Venda: R$ 5,254
O que aconteceu com dólar?
A perspectiva de manutenção de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e pelo Federal Reserve (Fed), em reuniões que começam nesta terça e terminam na quarta (28), apoia o o carry trade favorável ao Brasil, beneficiando também o real.
Investidores incorporam ainda nos ativos o prêmio de imprevisibilidade ligado ao presidente americano Donald Trump, risco de novo shutdown nos EUA a partir de sábado no país, inflação difusa e o inverno rigoroso, que elevou o gás natural acima de US$ 6 pela primeira vez desde 2022. Também há forte expectativa pelo anúncio do indicador por Trump para comandar o Fed, após a saída de Jerome Powell prevista para maio.
Os juros futuros estão oscilando perto dos ajustes em meio ao IPCA abaixo das medianas do mercado e ligeira alta dos rendimentos dos Treasuries intermediários e longos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, sobre alta de 0,25% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,21% para o período.
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Mais cedo, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou o ritmo de alta a 0,63% em janeiro, após avanço de 0,21% em dezembro, de acordo com a Fundação Getulio Vargas. Com esse resultado, o índice acumula valorização de 6,01% nos últimos 12 meses.
(Com Reuters e Estadão)