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Dólar hoje sobe com cenário político e tensões no Oriente Médio no radar

Disputa eleitoral acirrada adiciona volatilidade após pesquisas apontarem empate técnico em um eventual segundo turno para as eleições presidenciais

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O dólar à vista opera com alta ante o real nesta segunda-feira (24), enquanto os investidores aguardam detalhes das sanções dos EUA contra o Irã e os discursos políticos desta semana nos EUA.

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Além disso, a disputa eleitoral acirrada adiciona volatilidade após pesquisas apontarem empate técnico em um eventual segundo turno para as eleições presidenciais, revelando maior indefinição para os investidores.

Os invesitodres ainda esperam obter clareza sobre as perspectivas para as taxas de juros dos EUA quando o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursar em Jackson Hole, Wyoming, na sexta-feira. Ele também enfrentará perguntas sobre as recompras de títulos do Tesouro.

Qual foi a cotação do dólar hoje?

Às 9h08, o dólar à vista operava em alta de 0,10%, aos R$ 5,150 na venda. O contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,25% na B3, aos R$5,159.

Dólar comercial

O que aconteceu com dólar hoje?

Os rendimentos dos títulos de longo prazo têm subido globalmente devido a uma combinação de perspectivas de crescimento econômico sólido, expectativas crescentes de inflação e preocupação com o endividamento soberano exorbitante. Na semana passada, após os rendimentos dos títulos de 30 anos atingirem máximas de quase duas décadas, o Tesouro dos EUA anunciou que dobraria as recompras de títulos de longo prazo para US$ 4 bilhões por operação.

O tamanho é insignificante em um mercado que vale US$ 32 trilhões, mas o sinal intervencionista assustou os investidores e afetou o dólar.

A incerteza em torno das iminentes sanções dos EUA contra o Irã continha o apetite por risco. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, dará entrevista à imprensa ainda nesta segunda-feira para detalhar as sanções contra o Irã, que não dava sinais de abrir mão do controle sobre o Estreito de Ormuz.

(Com Reuters)

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Felipe Moreira
Mercados | Economia | Investimentos