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O dólar opera com forte alta perante o real nesta quinta-feira (18), após a decisão da véspera do Federal Reserve reforçar as apostas de alta de juros nos EUA ainda em 2026, enquanto investidores locais ainda digerem o corte da Selic para 14,25% e o tom mais brando do Copom, que deixou os próximos passos em aberto.
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Qual foi a cotação do dólar hoje?
Às 11h58, o dólar à vista operava com alta de 1,03%, aos R$ 5,160 na venda. O dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,04% na B3, aos R$ 5,175.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,160
- Venda: R$ 5,160
O que aconteceu com dólar?
O banco central dos EUA manteve as taxas de juros estáveis na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto o novo presidente, Kevin Warsh, iniciava seu mandato com uma ampla revisão da política monetária. Quase metade dos formuladores de políticas agora espera um aumento neste ano, à medida que crescem as preocupações com a inflação.
O mercado futuro de Fed Funds está precificando integralmente um aumento da taxa de juros até outubro, de acordo com dados da LSEG, com um forte indicador de vendas no varejo reforçando ainda mais as apostas em uma política monetária mais agressiva.
No Brasil, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, na noite de quarta-feira, corroborava o movimento. O colegiado cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, e adotou na visão de alguns analistas uma postura “dovish” (mais suave no combate à inflação), ao estender o horizonte relevante para que a inflação possa convergir à meta de 3% (do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028).
Na prática, o BC indicou que pode levar um pouco mais de tempo para atingir a meta, o que deixa a porta aberta para novo corte da Selic em agosto.
“O grande destaque ficou por conta justamente da rolagem do horizonte relevante em um trimestre à frente, sinalizando que o comitê… opta por buscar uma justificativa que sustente um corte de juros, mostrando uma postura mais propensa a riscos inflacionários”, avaliou a equipe da Genial Investimentos em análise publicada após a decisão.
Assim, a perspectiva de juros mais altos nos EUA, somada à possibilidade de novo corte no Brasil, torna o diferencial de juros brasileiro menos atrativo ao investimento estrangeiro, o que em tese pode prejudicar o fluxo de dólares para o país.
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Já o Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros inalteradas em 3,75% ainda nesta quinta-feira, enquanto avalia o que uma trégua provisória na guerra com o Irã significa para a inflação.
Os Estados Unidos e o Irã divulgaram na quarta-feira o texto de seu acordo, que prorroga por mais 60 dias um cessar-fogo anunciado em abril para permitir que as duas partes negociem uma trégua. Ele também prevê a retomada integral do tráfego marítimo, sem cobrança de qualquer taxa, no Estreito de Ormuz.
(Com Reuters)
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