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O dólar subiu pela quarta sessão consecutiva ante o real nesta segunda-feira, novamente refletindo o desconforto do mercado com a guerra tarifária desencadeada pelos Estados Unidos e seus efeitos sobre a economia brasileira.
A divisa acumulou ganho de 2,57% nas últimas quatro sessões, com as cotações incorporando prêmios de risco após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quarta-feira uma tarifa de 50% sobre os produtos comprados do Brasil.
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Qual a cotação do dólar hoje?
A moeda norte-americana à vista fechou com elevação de 0,69%, aos R$5,5865, no maior valor de fechamento desde 5 de junho, quando encerrou em R$5,5871.
Às 17h06, na B3, o dólar para agosto — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,22%, aos R$5,6050.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,586
- Venda: R$ 5,586
Dólar turismo
- Compra: R$ 5,608
- Venda: R$ 5,788
O que aconteceu com dólar hoje?
No fim de semana, o Trump anunciou a imposição de tarifas de 30% sobre produtos importados da União Europeia e do México, com vigência a partir de 1º de agosto. Em reposta, autoridades da UE e do México sinalizaram disposição para continuar as negociações na esperança de garantir uma taxa reduzida.
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Já as exportações da China aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, para US$ 325 bilhões, superando a estimativa mediana de uma pesquisa da Bloomberg com analistas. As importações subiram 1,1%, crescendo pela primeira vez desde fevereiro, de acordo com dados da Administração Geral das Alfândegas divulgados nesta segunda.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,7% em maio ante abril. O indicador foi pior do que a projeção de economistas consultados pela Reuters, que projetavam estabilidade (0%) na base mensal.
As projeções do mercado para a inflação em 2025 recuaram pela sétima semana seguida, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (14). A estimativa para o IPCA no ano passou de 5,18% para 5,17%.
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Na seara política, acontece amanhã (15), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, audiência de conciliação entre representantes do Executivo e do Legislativo sobre a questão do imposto sobre operações financeiras (IOF).
(Com Reuters)

