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Dólar opera perto da estabilidade ante real após EUA rejeitarem proposta do Irã

Petróleo voltou a subir após Trump rejeitar proposta de paz do Irã

Felipe Moreira

Um funcionário conta notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Nova Délhi, Índia, no sábado, 30 de agosto de 2025. Fotógrafo: Prakash Singh/Bloomberg
Um funcionário conta notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Nova Délhi, Índia, no sábado, 30 de agosto de 2025. Fotógrafo: Prakash Singh/Bloomberg

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O dólar à vista opera com perto da estabilidade perante o real nesta segunda-feira (11), após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar a contraproposta do Irã para encerrar o conflito, o que fez subir os preços do petróleo e renovou as preocupações de que o conflito no Oriente Médio se prolongue.

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Qual a cotação do dólar hoje?

Às 10h44, o dólar à vista operava com baixa de 0,07%, aos R$ 4,891. O dólar futuro para junho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,23% na B3, aos R$4,926.

Dólar comercial

O que aconteceu com o dólar?

Trump classificou como “TOTALMENTE INACEITÁVEL” a resposta mais recente do Irã à sua proposta para encerrar o conflito de 10 semanas com os EUA, em meio a um cessar-fogo ainda frágil entre os dois lados.

“Acabo de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã”, escreveu Trump em uma rede social. “Não gostei.” Após a declaração, o dólar dos Estados Unidos ampliou os ganhos frente às principais moedas.

Segundo o Wall Street Journal, o Irã se dispôs a enviar parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou desmantelar suas instalações nucleares. Teerã, porém, contestou a reportagem, de acordo com a agência semioficial iraniana Tasnim.

Por aqui, o mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação em 2026 e passou a prever juros mais altos em 2027. No caso da Selic, a taxa projetada para o fim de 2026 aumentou em 13,00%, mas para o encerramento de 2027 passou de 11,00% para 11,25%, com os economistas vendo um espaço menor para cortes em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio e seus impactos inflacionários.

O diferencial de juros entre Brasil e outros países — como os EUA, cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que converteu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

(Com Reuters)