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Dólar hoje fecha a R$ 5,54, após superar os R$ 5,60 com tarifa de 50% de Trump

Na quarta-feira, o dólar à vista fechou com alta de 1,05%, a R$ 5,50359.

Felipe Moreira

Dólares e moedas estrangeiras (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino
Dólares e moedas estrangeiras (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino

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O dólar subiu ante o real nesta quinta-feira após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de agosto, mas a divisa encerrou longe da cotação máxima do dia e abaixo de R$5,55, indicando certa acomodação depois do impacto inicial.

A moeda abriu com alta de 2%, a R$ 5,619 na venda, perto da maior cotação do dia da divisa, que chegou a R$ 5,621 na máxima. Ao longo do dia, a moeda perdeu força, mas seguiu operando em alta.

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Qual a cotação do dólar hoje?

A moeda norte-americana à vista fechou com alta de 0,69%, aos R$5,5416. No ano, a divisa acumula baixa de 10,32%.

Às 17h03, na B3 o dólar para agosto — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,71% em um claro sinal de acomodação, aos R$5,5715.

Dólar comercial

Dólar turismo

O que acontece com o dólar hoje?

A decisão do governo de Donald Trump surpreendeu o mercado, especialmente porque o Brasil havia sido inicialmente incluído em uma lista com tarifa de 10%, divulgada no Liberation Day, e seguia em tratativas para evitar uma elevação, aponta a Suno. Além disso, os EUA mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, o que torna a medida ainda mais atípica.

Em análise, a Hike Capital ressaltou que, caso confirmadas as tarifas de 50%, deve-se observar, nesse primeiro momento, um impacto na inflação e nos juros.

“Dentre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA, destacamos o petróleo, produtos petrolíferos e materiais relacionados, ferro e aço, café, chá, cacau, especiarias, carnes, vegetais, frutas, papel e celulose, dente outros”, avalia.

Neste cenário, parte das empresas exportadoras devem repassar uma parte das tarifas para o consumo interno, refletindo em um aumento nos preços/inflação.

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A valorização do dólar deve ser vista como reflexo de um menor volume de exportação brasileira (e menor entrada de dólares na balança comercial), assim como devido à permanência dos juros americanos em patamares mais restritivos por um tempo ainda maior, devido às incertezas à frente do Federal Reserve.

Paralelamente, o governo continua tentando preservar o decreto que aumentou as alíquotas do IOF, considerado essencial para o equilíbrio fiscal. Em reunião com os senadores Davi Alcolumbre e Hugo Motta, o ministro Fernando Haddad defendeu a legitimidade da medida, ressaltando que a prerrogativa para alterar o IOF é do Executivo. No entanto, o encontro terminou sem acordo, e novas negociações devem ocorrer até a audiência de conciliação marcada no STF para o dia 15.

Na frente de dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,24 por cento em junho, após alta de 0,26 por cento no mês anterior. No acumulado de 12 meses até junho, o IPCA teve alta de 5,35 por cento.

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Pesquisa da Reuters revelou que a expectativa dos analistas era de alta de 0,20 por cento em junho, acumulando em 12 meses alta de 5,32 por cento.

(Com Reuters)