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Dólar hoje fecha o dia estável, a R$ 5,15, com expectativa de reabertura de Ormuz

Ao longo da manhã a moeda norte-americana perdeu força ante o real, se reaproximando da estabilidade

Felipe Moreira Agências de notícias

Notas de dólar
28/04/2017
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Notas de dólar 28/04/2017 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

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Após subir para perto dos R$ 5,20 na abertura da sessão, o dólar à vista fechou a quinta-feira estável, com as cotações reagindo à atuação de exportadores na ponta de venda de moeda e às movimentações para reabertura do Estreito de Ormuz.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Em seu pronunciamento à nação na noite de ontem, Donald Trump, presidente dos EUA afirmou que o conflito no Irã terminaria em breve, mas que as forças armadas americanas continuariam a atacar alvos no país pelas próximas duas ou três semanas, o que aumentou a aversão a risco do mercado.

Por outro lado,  foram renovadas as esperanças dos investidores de uma reabertura do Estreito de Ormuz — por onde circulam 20% do petróleo negociado entre os países. A agência de notícias oficial IRNA, do Irã, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito, enquanto o Reino Unido disse que cerca de 40 países estão discutindo uma ação conjunta para reabrir Ormuz.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,02%, aos R$ 5,1599. Na semana encurtada pelo feriado da Sexta-feira Santa, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,51% e, no ano, recuo de 6,00%.

Às 17h04, o dólar futuro para maio DOLc1 – o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,01% na B3, aos R$ 5,1885.

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Dólar comercial

O que aconteceu com o dólar hoje?

No início da sessão os investidores reagiram ao discurso da noite de quarta-feira do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu em rede nacional ataques agressivos ao Irã nas próximas duas ou três semanas, para colocar o país “de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem”.

O discurso de Trump, que contrastou com falas anteriores de que a guerra seria encerrada em breve, deu força ao petróleo em Londres e em Nova York, impulsionando os rendimentos dos Treasuries e o dólar ante as demais divisas.

Mas ao longo da manhã a moeda norte-americana perdeu força ante o real, se reaproximando da estabilidade.

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“Aqui sempre tem o fluxo. Perto dos R$ 5,20, o exportador vende moeda”, disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a desaceleração das cotações durante a manhã.

O movimento se intensificou após algumas notícias renovarem as esperanças em uma reabertura do Estreito de Ormuz — por onde circulam 20% do petróleo negociado entre os países.

A agência de notícias oficial IRNA, do Irã, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito, enquanto o Reino Unido disse que cerca de 40 países estão discutindo uma ação conjunta para reabrir Ormuz.

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Assim, após atingir a maior cotação intradia de R$ 5,1958 (+0,72%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista cedeu à mínima de R$ 5,1404 (-0,36%) às 11h37, na esteira do noticiário sobre Ormuz. Durante a tarde, a moeda norte-americana se manteve próxima da estabilidade, com o mercado já mais vazio antes do feriado.

No exterior, o dólar seguia em alta neste fim de tarde ante boa parte das demais divisas, mas abaixo dos picos do dia. Às 17h07, o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes – subia 0,48%, a 100,040.

(Com Reuters)

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