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SÃO PAULO – Alternando entre perdas e ganhos durante toda a sessão, o dólar comercial voltou a operar próximo à estabilidade após várias sessões com variações expressivas. No fim da sessão, a divisa passou para o campo positivo e ainda reforçou os ganhos, fechando em sua máxima diária, cotada e R$ 2,0255 na compra e R$ 2,0270 na venda, alta de 0,21%.
O destaque no mercado internacional ficou por conta do anúncio do Banco do Japão, informando que irá injetar cerca de US$ 127 bilhões na economia em um programa parecido com o Quantative Easing norte-americano. Em relação a taxa de juros, a autoridade monetária manteve o valor entre zero e 0,1%, como já era esperado.
Já no front europeu, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy voltou a defender que o compromisso de seu governo é reduzir o déficit orçamentário, já que sem isso o país não conseguirá continuar a se financiar. Além disso, o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, afirmou que a França e a Alemanha podem chegar a um acordo sobre a supervisão conjunta dos bancos europeus.
Enquanto isso, no Reino Unido, a minuta da última reunião do BoE (Bank of England) revelou que todos os membros votaram pela manutenção do programa de compra de ativos em £ 375 bilhões, assim como pela manutenção da taxa de juros em 0,5% ao ano, com alguns deles afirmando que provavelmente mais estímulos serão necessários no futuro.
Agenda nos EUA e no Brasil
Na agenda doméstica, os dados não trouxeram grandes surpresas. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) recuou para 0,84% na segunda prévia de setembro, enquanto o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,35% na segunda quadrissemana do mês. Já o fluxo cambial mostrou entrada de US$ 1,03 bilhão durante a semana passada.
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Já os indicadores econômicos nos EUA trouxeram pouco impacto ao mercado nesta sessão. O resultado de 4,82 milhões de casas antigas vendidas no mês surpreenderam o mercado, enquanto as 750 mil casas em início de construção em agosto decepcionaram os analistas, que esperavam por 770 mil. Já o número de permissões para novas construções veio em linha com o esperado.
Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro segue o dia cotado a R$ 2,030, leve alta de 0,10% em relação ao fechamento de R$ 2,028 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro opera em leve alta de 0,15%, atingindo R$ 2,041 frente à R$ 2,038 do fechamento de ontem.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0236, queda de 0,19% sobre o último fechamento.