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SÃO PAULO – Após manter-se no campo negativo por quase todo o intraday, o dólar comercialganhou forças no final da tarde, chegando a operar no campo positivo, mas voltou a cair e fechou com ligeira desvalorização de 0,02%, cotado a R$ 1,8823. Apesar do clima positivo no mercado, o que colabora para a desvalorização da moeda, uma nova intervenção do Banco Central no câmbio através de um leilão de compra de dólares no mercado à vista ajudou a puxar a cotação da divisa para cima.
Os investidores receberam uma série de indicadores econômicos norte-americanos, que trouxeram poucas novidades para o mercado e, de algum modo, contribuem para a manutenção do cenário positivo no exterior, marcado pelo anúncio a diminuição da média dos deficits públicos na Europa.
Agenda dos EUA
O New Home Sales registrou a venda de 328 mil novas residências, contra a média das projeções do mercado, de 318 mil. Por sua vez, o Consumer Confidence, da confiança do consumidor, indicou 69,2 pontos no mês, muito próximo da média das projeções do mercado, que indicava 69,5 pontos.
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Já o FHFA (Federal Housing Finance Agency) mostrou um aumento de 0,3% no preço das hipotecas dos imóveis nos EUA, diante da medição anterior, que apontou queda de 0,5%. Por sua vez, os preços dos imóveis norte-americanos caíram 3,5% em fevereiro, na base de comparação anual, queda maior que a esperada pelo consenso do mercado, de 3,4%.
Indicadores locais
Na agenda doméstica desta terça-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que apontou inflação de 0,37% na terceira semana de abril. Por sua vez, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, que marcou taxa de 0,43%.
Ainda por aqui, o Banco Central publicou a Nota do Setor Externo, que mostra as transações externas de capitais do país durante determinado período. O BaCen apontou que o balanço de pagamentos do Brasil registrou superávit de US$ 10,6 bilhão em março. O número é superior aos US$ 9,5 bilhões de março de 2011.
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8808 na compra e R$ 1,8823 na venda, leve baixa de 0,02% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 3,07% em abril, frente à alta de 6,17% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,74%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 1,884, abaixo do fechamento de R$ 1,885 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, aponta estabilidade estável, atingindo R$ 1,896.
O dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 1,8780, queda de 0,44% sobre a cotação de segunda-feira, que foi de R$ 1,8864.
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Dólar pronto e FRA de Cupom
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8782000.
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 1,37 para junho de 2012.