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SÃO PAULO – Em sua quarta sessão seguida de desvalorização, o dólar comercial terminou esta quinta-feira (21) com a menor cotação desde maio de 1999.
A baixa é motivada, entre outros fatores, pelo conteúdo da ata da última reunião do Fed, que sinalizou a continuidade de cortes na Fed Funds Rate. Uma vez que a expectativa é de manutenção da taxa básica de juro no Brasil, a previsão é de aumento no ingresso de recursos.
Banco Central
Nem mesmo o leilão de compra de dólares realizado pelo Banco Central (BC), com taxa de corte estabelecida em R$ 1,7090, foi capaz de elevar a cotação da moeda norte-americana.
Além disso, investidores avaliaram a informação do BC de que as reservas internacionais do Brasil superaram a dívida externa em US$ 4 bilhões no mês de janeiro, apontando que o País pode passar de devedor a credor no resultado das contas externas, que será divulgado na próxima semana.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7100 na compra e R$ 1,7120
na venda, forte baixa de 0,75% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9600, representando um ágio de 14,62%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,78% em fevereiro, frente
à baixa de 0,66% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,60%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 1.712,
forte baixa de 0,78% em relação ao fechamento
de R$ 1.725
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,81%,
atingindo R$ 1.720 frente
à R$ 1.734 do fechamento de
ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,710.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,16 % para abril de 2008, avanço de 0,06 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.
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