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SÃO PAULO – Em sessão de agenda econômica esvaziada, as boas perspectivas quanto ao mercado interno se sobrepuseram às tensões e à volatilidade externa e abriram espaço para o dólar cair pelo quinto dia consecutivo.
A notícia de que o Brasil deixou de ser devedor para ser credor, com as reservas de dólares ultrapassando a dívida externa em US$ 4 bilhões em janeiro, reforçou a perspectiva de posição confortável ante a uma possível crise em escala global e atraiu a atenção de investidores.
Durante a manhã, a moeda norte-americana chegou a ser vendida por menos de R$ 1,70, o que não ocorria desde 1999. No período da tarde, a cotação se estabilizou após intervenção do Banco Central (BC) no mercado à vista. O BC realizou leilão de compra, por volta das 15h, com taxa de corte estabelecida em R$ 1,7080.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7050 na compra e R$ 1,7070
na venda, baixa de 0,29% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9600, representando um ágio de 14,96%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,07% em fevereiro, frente
à baixa de 0,66% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,89%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 1.708,
baixa de 0,20% em relação ao fechamento
de R$ 1.712
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em baixa de 0,29%,
atingindo R$ 1.715 frente
à R$ 1.720 do fechamento de
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ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,707.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,30 % para abril de 2008, avanço de 0,14 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.
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