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SÃO PAULO – Em uma sessão de pouco volume de negócios em função do feriado do Dia da Consciência Negra, o dólar comercial encerrou esta quinta-feira (20) com sua quarta valorização consecutiva, renovando mais uma vez sua máxima desde maio de 2006.
A moeda norte-americana apresentou durante todo o dia uma trajetória ascendente, reflexo do clima tenso lá fora. Novamente, os temores de uma recessão global mantiveram a aversão ao risco elevada, ocasionando uma fuga de ativos considerados mais arriscados e um menor fluxo de entrada de recursos ao País.
Deterioração econômica
Um dos focos de influência negativa sobre o humor dos investidores foi a agenda norte-americana. O nível de atividade industrial na região da Filadélfia marcou um recuo bem maior que o esperado pelo mercado para o mês de novembro, assim como o Leading Indicators de outubro. O relatório compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego e custo de mão-de-obra.
Por falar em mercado de trabalho, o Initial Claims também decepcionou. O número de pedidos de auxílio-desemprego na última passagem semanal nos EUA revelou-se maior que constavam as expectativas dos analistas. A conjunção das estatísticas amplia o pessimismo em relação ao rumo da economia norte-americana.
E se a maior economia do mundo vai mal, o mundo segue a tendência. O PIB (Produto Interno Bruto) dos 30 países que compõem a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apresentou no terceiro trimestre deste ano um recuo de 0,1% na comparação com o segundo trimestre, a primeira queda registrada pelo grupo em sete anos.
PIB menor, inflação maior
Por aqui, o Ministério do Planejamento revisou negativamente suas projeções para o desempenho da economia brasileira em 2009, necessárias para a elaboração do orçamento da União. A estimativa atual dá conta de uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 4% em 2009, 0,5 ponto percentual abaixo da anterior.
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Por sua vez, a cotação média para o dólar ficou em R$ 2,04, enquanto que as perspectivas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram situadas em 5,19%, acima do centro da meta estabelecida.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4000 na compra e R$ 2,4050
na venda, alta de 0,67% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um de 0,00%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 11,34% em novembro, frente
à baixa de 5,40% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 35,42%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.405,
forte alta de 3,26% em relação ao fechamento
de R$ 2.405
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,11%,
atingindo R$ 2.420 frente
à R$ 2.420 do fechamento de
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ontem.