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SÃO PAULO – Mesmo diante da expectativa de elevação da Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e vencimento de dívidas cambiais nesta semana, a moeda norte-americana fechou praticamente estável nesta terça-feira.
Copom e Ptax
Durante todo o pregão, o dólar operou em leve alta, com os investidores aguardando uma possível elevação da Selic, atualmente em 16% ao ano, entre 0,25 e 0,50 pontos percentuais.
Outro ponto de destaque nesta sessão foi a formação da Ptax, que ocorrerá nesta quarta-feira, diante do vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,073 bilhão no dia seguinte. Vale lembrar que Ptax é uma média ponderada com base na qual será definida a remuneração dos títulos da dívida cambial.
Todavia, o mercado cambial parece já ter precificado a possível alta da taxa básica de juro interna. Deste modo, verificou-se uma leve desaceleração da alta do dólar, que encerrou praticamente estável.
Dólar praticamente estável
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9080 na compra e R$ 2,9110
na venda, leve alta de 0,03% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1200, representando um ágio de 7,29%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,58% em setembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,31%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.928,
leve baixa de 0,10% em relação ao fechamento
de R$ 2.931
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em leve alta de 0,03%,
atingindo R$ 2.963 frente
à R$ 2.962 do fechamento de
ontem.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,95% para dezembro de 2004, com queda de 0,10 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a abril de 2005, encerrou a 1,66%, com queda de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.