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SÃO PAULO – A sessão desta terça-feira foi marcada pelas pressões para formação da Ptax que sustentaram a terceira alta consecutiva da moeda norte-americana. Os investidores também estiveram atentos ao front político, à manutenção da taxa de juro dos EUA em 1,00% ao ano, aos índices de preços e à redução no volume de captações externas.
Reformas caminham devagar
Nesta terça-feira, as discussões políticas acerca das reformas se mantiveram bastante intensas. A nova polêmica se dá agora na tramitação da reforma Tributária com a questão da repartição da CPMF (contribuição provisória por movimentação financeira) entre o governo e os estados, após o governo ter concordado em ceder 25% da Cide (Contribuição sobre Intervenção do Domínio Econômico) aos governadores.
O governo promete não ceder aos governadores com relação à CPMF, uma vez que afirma ser esta arrecadação de suma importância para fechar as contas do governo a cada mês. Quanto à reforma da Previdência, ainda resta a votação dos últimos destaques. Devem também ser votadas até quarta-feira as três Medidas Provisórias que bloqueiam a pauta da Câmara.
Juros dos EUA e índices de preços
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) manteve nesta tarde a taxa básica de juros, conforme o esperado pelo mercado, no patamar de 1,0% ao ano. A autoridade monetária também advertiu sobre o risco de queda indesejada de preços e indicou que o juro pode se manter em um patamar baixo por tempo considerável.
Com relação à economia doméstica, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe apurou leve deflação de 0,01% na primeira quadrissemana de agosto, e o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) apontou deflação de 0,20% em julho, após uma queda de 0,70% em junho, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Ptax dita nova alta do dólar
O principal responsável por esta nova alta da divisa foi a formação da Ptax, taxa média oficial. É com base nesta taxa que ocorre o resgate das dívidas cambiais do Banco Central. O próximo vencimento está datado para 14 de agosto.
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Dessa forma, os investidores, sobretudo tesourarias de bancos, buscaram nesta terça-feira elevar as cotações da moeda norte-americana visando a formação da Ptax na sessão de quarta-feira.
Com relação ao vencimento de 14 de agosto, o BC rolou apenas 24,2% do principal de US$ 1,3 bilhão que vence na quinta-feira. Com esta atitude a autoridade monetária sinaliza que está bastante confortável com a atual cotação do dólar.
Dólar fecha em alta de 0,83%, terceira alta seguida
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0270 na compra e R$ 3,0290
na venda, forte alta de 0,83% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0290, representando um ágio de 0,07%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,99% em agosto, frente
a alta de 4,39% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 14,65%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 3.066,
alta de 0,66% em relação ao fechamento
de R$ 3.046
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta de 0,43%,
atingindo R$ 3.105 frente
a R$ 3.092 do fechamento de
segunda-feira.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial para outubro de 2003, fechou a 2,00%, frente aos 1,84% do fechamento de segunda-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,14% em comparação aos 3,10% apurados na sessão anterior.