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SÃO PAULO – Refletindo a decisão do Banco Central de não realizar leilão de swap cambial, o dólar comercial retomou a trajetória de queda e fechou em forte baixa nesta quarta-feira, no menor patamar desde maio de 2002.
A moeda norte-americana encerrara a sessão anterior em alta, com investidores acreditando que o baixo patamar da cotação do dólar promoveria um retorno do Banco Central às negociações do mercado de câmbio. No entanto, a autoridade monetária optou por não realizar leilão de swap cambial, pressionando o dólar ao longo desta quarta-feira.
Ausência do BC
A ausência do Banco Central das negociações do mercado de câmbio doméstico, juntamente com o ingresso de recursos no país, vêm contribuindo para a trajetória descendente da moeda norte-americana. A entidade não atua comprando dólares desde o último dia 17 de março e há sete semanas não realiza leilão de swap cambial.
Neste contexto, nem mesmo a aceleração da inflação, apurada pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15) foi capaz de conter as perdas da moeda norte-americana. O indicador registrou alta nos preços de 0,74% em abril, frente a variação de 0,35% do mês anterior.
Na próxima sessão, será divulgada a Ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), documento que explicará os motivos que levaram o colegiado do Banco Central a elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 19,5% ao ano. A Ata tem forte influência sobre o mercado e pode motivar novas quedas do dólar, caso aponte para possíveis novas elevações no juro básico brasileiro.
Dólar fecha em forte queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,5130 na compra e R$ 2,5160
na venda, forte baixa de 0,79% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8130, representando um ágio de 11,94%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 5,70% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,16%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.518,
forte baixa de 0,87% em relação ao fechamento
de R$ 2.540
da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,87%,
atingindo R$ 2.550 frente
à R$ 2.572 do fechamento anterior.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,93% para junho de 2005, com alta de 0,15 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,61%, estável em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.