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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada por alternância entre os sinais, o dólar comercial terminou a sexta-feira (20) em leve queda de 0,12%, cotado a R$ 1,615 na venda. Com isso, a divisa acumulou baixa de 1,10% na semana. Em dia de agenda escassa, o destaque ficou com o novo corte do rating grego e, no front doméstico, com a divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), além de novas intervenções do Banco Central.
O dólar iniciou com valorização, chegando a alcançar a cotação de R$ 1,622 (alta de 0,31%), mas passou a tarde inteira no campo negativo alcançando mínima de R$ 1,612, queda de 0,31%. Porém, após a realização de um leilão do BC, a moeda reagiu.
A autoridade monetária continua a realizar leilões para a compra de dólares no mercado à vista, realizando uma operação para tal -como tem sido o comportamento comum nos últimos dias – que teve início às 15h43 (horário de Brasília) e término às 15h48, com taxa de corte fixada em R$ 1,6135.
Ainda no front interno, destaque para o resultado de maio do IPCA-15, que registrou inflação de 0,70%. Como comparação, no mês passado, o índice havia registrado uma variação 0,07 ponto percentual maior. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os principais fatores por trás dessa baixa são os preços dos alimentos e dos transportes.
Referências internacionais
Em dia de poucas referências da maior economia mundial, os Estados Unidos, o destaque do dia foi para a Europa, onde o corte do rating grego em três níveis, de “BB+” para “B+”, e a manutenção da perspectiva negativa da nota pela Fitch chamaram a atenção. Segundo a agência de classificação de risco, essa mudança reflete o tamanho do desafio do país em implementar um programa de reforma fiscal e estrutural.
Ademais, o Bundesbank (Banco Central Alemão) afirmou que a economia alemã – a maior da Zona do Euro – deve desacelerar, após um bom início de ano, notícias que aumentaram a percepção de risco ao mercado e derrubaram o euro, que se desvalorizou frente ao dólar.
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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6130 na compra e R$ 1,6150 na venda, leve baixa de 0,12% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 2,67% em maio, frente à baixa de 3,56% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,07%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho segue o dia cotado a R$ 1,621,estável em relação ao fechamento da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, segue em baixa de 0,21%, atingindo R$ 1,628 frente à R$ 1,632 do fechamento da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6146000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,05 para julho de 2011, 0,02 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.