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SÃO PAULO – A moeda norte-americana fechou em queda nesta sexta-feira, refletindo o discurso mais moderado de Greenspan sobre o aumento do juro nos EUA. A divisa ainda foi influenciada pelo aumento do fluxo cambial no mês de abril e pela divulgação do superávit primário recorde no valor de R$ 10,282 bilhões no mês de março.
Superávit primário recorde pressiona dólar
O Banco Cental divulgou nesta sexta-feira a sua Nota da Política Fiscal referente ao mês de março. O superávit nominal verificado foi de R$ 75 milhões, o primeiro do ano, levando a um superávit primário de R$ 10,3 bilhões, o melhor resultado mensal desde 1991, quando começou a ser medido.
O comportamento do superávit primário como parcela do PIB foi de 5,41% no primeiro trimestre deste ano, situando-se bastante acima da meta acertada com o FMI, Fundo Monetário Internacional, que é de um superávit primário de 4,25% do PIB.
Mercado mais calmo após último discurso de Greenspan
O comportamento da divisa também está sendo influenciado pela menor apreensão do mercado, que agora acredita que o juro norte-americano não deverá ser elevado no curto prazo, conforme sugeriu o presidente do Fed, Alan Greenspan, em seu último discurso ao Congresso norte-americano.
O fluxo cambial melhorou significativamente no mês de abril, segundo o Banco
Central, US$ 1,5 bilhão em recursos externos ingressaram liquidamente no País entre 1º e 16 de abril.
Os números reforçam a expectativa de uma melhora do fluxo cambial de março para abril, o
que tende a favorecer a estabilidade da taxa de câmbio.
Dólar fecha em queda
Neste sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9080 na compra e R$ 2,9110
na venda, baixa de 0,58% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9700, representando um ágio de 2,13%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,52% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,31%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.917,
baixa de 0,65% em relação ao fechamento
de R$ 2.936
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,63%,
atingindo R$ 2.951 frente
à R$ 2.969 do fechamento de
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ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,76% para junho de 2004, alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 1,86%, baixa de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.