Dólar fecha em queda, a R$ 3,23, após Levy e Dilma mostrarem discurso alinhado

Dilma afirmou que Levy foi mal-interpretado ao fazer comentários sobre ela e que não há motivos para complicações devido ao episódio

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SÃO PAULO – O dólar reverteu a alta vista até o início da tarde e passou a cair nesta segunda-feira (30) após a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mostrarem que estão com o discurso alinhado após a confusão do final de semana envolvendo os comentários do ministro, colaborando para diminuir a preocupação com eventuais repercussões e atrasos do ajuste dentro do governo.

A moeda norte-americana, que chegou a cair quase 1% após as declarações dos integrantes do governo, fechou com queda de 0,27%, a R$ 3,2310 na compra e R$ 3,2317 na venda, após subir 1,55% na última sexta-feira. Na máxima de hoje, a divisa chegou a ser cotada acima de R$ 3,28.

Dilma afirmou que Levy foi mal-interpretado ao fazer comentários sobre ela e que não há motivos para complicações devido ao episódio. O ministro também reforçou o alinhamento com a presidente, dizendo que a “confiança mútua é muito sólida”.

Os dois comentavam sobre o áudio publicado pelo site do jornal Folha de S. Paulo no sábado, de uma apresentação do ministro Levy, em que ele diz que a presidente Dilma Rousseff tem desejo genuíno de acertar, mas nem sempre faz as coisas da maneira mais efetiva. “A fala dele (Levy) e a própria presidente vindo a público acalmaram o mercado”, disse o economista-chefe do BESI Brasil, Jankiel Santos.

O alinhamento mostrado pela presidente e pelo ministro fez com que o cenário local se sobressaísse ao externo, em que o dólar tinha valorização de cerca de 0,7% em relação a uma cesta de moedas nesta segunda-feira.

Nesta manhã, o BC deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio, vendendo a oferta total de até 2 mil swaps, com volume equivalente a US$ 97,8 milhões. Foram vendidos 1 mil contratos com vencimento em 1º de dezembro de 2015 e 1 mil swaps para 1º de março de 2016.

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O BC realizou ainda um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 1º de abril, no que deve ser o último para este vencimento, se a autoridade monetária mantiver o padrão de realizar os leilões até o penúltimo dia útil do mês. Ao todo, foram rolados cerca de 75% do lote total, correspondente a US$ 9,964 bilhões.

Com Reuters


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.