Dólar fecha em leve alta, impulsionado pelo petróleo

Boas notícias no cenário doméstico atenuam efeito da alta do petróleo, que impulsionou valor do dólar durante toda a sessão da segunda-feira

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SÃO PAULO – Nem mesmo as notícias positivas no cenário doméstico impediram o dólar de fechar em alta de 0,14%, impulsionado sobretudo pela elevação do preço do petróleo no mercado internacional.

O valor do barril de petróleo, que foi negociado pelo preço nominal recorde na sessão de sexta-feira, voltou a subir esta segunda-feira nas bolsas de Londres e Nova York. A commodity foi comercializada por quase US$ 50, valor recorde, preocupando investidores e pressionando as bolsas no mundo todo.

Cenário doméstico atenua efeito do petróleo

No Brasil, os indicadores divulgados nesta segunda-feira contribuíram para atenuar o impacto da alta do petróleo na cotação da moeda americana. A Fipe divulgou, na manhã desta segunda-feira, a variação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente à terceira quadrissemana de setembro.

O IPC apontou inflação de 0,32% no período, frente à alta de 0,56% nos preços apresentada na segunda quadrissemana de setembro. A Fipe espera inflação de 0,40% para o mês fechado.

Focus e balança comercial em destaque

Outro ponto de atenção do mercado foi a projeção de maior crescimento econômico, indicada pelo relatório Focus do Banco Central. O relatório, que compila a expectativa das cem maiores instituições financeiras sobre a economia brasileira, revisou para baixo a expectativa de inflação em 2004 e revisou para cima a previsão de crescimento do PIB no ano.

A divulgação, por parte do Ministério do Desenvolvimento, do resultado da balança comercial na quarta semana de setembro também contribuiu para a formação de um cenário interno positivo, com o registro de superávit de US$ 922 milhões.

Dólar fecha em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8710 na compra e R$ 2,8740
na venda, leve alta de 0,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1090, representando um ágio de 8,29%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,84% em setembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,96%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 2.877, estável em relação ao fechamento da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em leve alta de 0,04%,
atingindo R$ 2.909 frente à R$ 2.908 do fechamento de sexta-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,08% para novembro de 2004, com alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a abril de 2005, encerrou a 1,28%, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.