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SÃO PAULO – A moeda norte-americana fechou esta quarta-feira em forte alta, influenciada pelas instabilidades no cenário externo e possível alta no juro dos Estados Unidos no curto prazo.
Cenário externo é destaque
O cenário geopolítico turbulento foi um dos motivos da alta apresentada pelo dólar, já que muitos investidores temem que, no caso de uma possível complicação das questões ligadas à segurança internacional, ocorra uma fuga de capitais dos países emergentes, dentre os quais se enquadra o Brasil.
Com isso, o mercado procurou realizar hedge, com o sentido de proteger-se, contribuindo para o aumento de demanda da divisa e, conseqüentemente, elevando seu preço.
Juro dos EUA pode subir no curto prazo
Outro fator que contribui para a alta do dólar é a possibilidade de elevação do juro norte-americano já no curto prazo. Isto porque, há expectativa quanto à divulgação do PIB, Produto Interno Bruto, norte-americano relativo ao primeiro trimestre de 2004, que deve crescer em torno de 5,0%.
Dólar fecha em forte alta
Neste sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9420 na compra e R$ 2,9440
na venda, forte alta de 0,96% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9920, representando um ágio de 1,70%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,66% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,45%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.954,
forte alta de 1,13% em relação ao fechamento
de R$ 2.921
da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte alta de 1,13%,
atingindo R$ 2.989 frente
à R$ 2.955 do fechamento de
ontem.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,50% para junho de 2004, queda de 0,23 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 1,87%, alta de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.