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SÃO PAULO – Em um dia de nervosismo no mercado, a moeda norte-americana fechou em forte alta de 1,07% nesta quinta-feira, impulsionada pela possibilidade de aumento do juro nos Estados Unidos e pela menor recomendação dos títulos da dívida brasileira pelo JP Morgan.
JP Morgan rebaixa títulos brasileiros
A redução sofrida pelos ativos brasileiros em sua participação na carteira de recomendações do JP Morgan, de overweight para marketweight, trouxe uma maior preocupação aos investidores internacionais com relação ao cenário doméstico.
A menor recomendação dada pelo JP Morgan torna os papéis brasileiros menos atrativos, além de reduzir a confiança dos investidores na economia brasileira, estimulando uma fuga de capitais do país, o que leva, conseqüentemente, à alta do dólar.
Além disso, os bons indicadores dos EUA divulgados recentemente comprovam que a economia norte-americana está em recuperação e intensificam a expectativa de elevação da taxa de juro dos Estados Unidos, o que também contribui para o fluxo de recursos para fora do Brasil.
Standard & Poor’s discorda do JP Morgan
Em entrevista a um jornal de grande circulação brasileira, a diretora de ratings soberanos da agência Standard & Poor´s, Lisa Schineller, disse que o JP Morgan avalia o Brasil com uma visão de curto prazo no mercado, diferentemente da agência.
Ainda segundo ela, muito da reavaliação do JP Morgan foi motivada pela alta dos juros nos papéis da dívida norte-americana, o que pode provocar turbulência em todos os mercados emergentes, não só no Brasil.
Após as afirmações da diretora de ratings Standard & Poor’s, houve uma leve desaceleração da alta do dólar, que fechou o dia cotado a R$ 2,9180.
Dólar fecha em forte alta
Nests sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9150 na compra e R$ 2,9180
na venda, forte alta de 1,07% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9760, representando um ágio de 2,09%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,76% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,55%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.936,
forte alta de 1,08% em relação ao fechamento
de R$ 2.905
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte alta de 1,02%,
atingindo R$ 2.968 frente
à R$ 2.938 do fechamento de
ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
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O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,76% para junho de 2004, queda de 0,09 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 2,07%, alta de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.