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SÃO PAULO – Em uma quinta-feira de poucas novidades no âmbito interno, o dólar comercial encerrou em queda de 0,51%. Os investidores observam a forte entrada de recursos estrangeiros no país e os dados do cenário externo.
Além disso, o Banco Central anunciou o pagamento antecipado de US$ 5,1 bilhões ao FMI até o dia 25 de julho. Segundo analistas, essa antecipação significa uma economia de US$ 82 milhões aos cofres públicos, além de aumentar a expectativa de novas compras da entidade no mercado de câmbio, o que não ocorre desde março.
Cenário externo
Dados favoráveis da economia norte-americana contribuíram para a valorização do real nesta quinta-feira. O índice de preços ao consumidor dos EUA, referente ao mês de junho, mostrou preços estáveis em junho, frente às expectativas de inflação de 0,3%.
Com as pressões inflacionárias sob controle nos EUA cria-se a expectativa de que o banco central daquele país possa antecipar o fim do ciclo de alta do juro, o que tenderia a desestimular a demanda por ativos norte-americanos e, conseqüentemente, pressionar o dólar.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3420 na compra e R$ 2,3430
na venda, baixa de 0,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6660, representando um ágio de 13,83%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,39% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,68%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.351,
forte baixa de 0,86% em relação ao fechamento
de R$ 2.371
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,83%,
atingindo R$ 2.382 frente
à R$ 2.402 do fechamento de
ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,57% para setembro de 2005, com queda de 0,02 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,73%, alta de 0,01 pontos percentuais em relação ao fechamento da sessão anterior.
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