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SÃO PAULO – Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana operou em forte alta durante toda a sessão, impulsionada pelo movimento de ajuste realizado pelo mercado, pela cautela dos investidores em relação ao cenário político, e com o mercado analisando as decisões do BC, fatores que em conjunto, mantiveram a tendência de alta até o fechamento.
Após a moeda fechar em queda por dez sessões seguidas, o dia foi marcado pelo movimento de ajuste realizado pelos investidores, que também operavam atentos as tensões entre o Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que recebeu mais críticas da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff quanto à política econômica adotada pelo governo.
Mercado responde à leilão do BC
Entretanto, o destaque ficou para o Banco Central, que anunciou na última sexta-feira, que os leilões de swap reverso poderão, a partir de então, ser realizados em qualquer dia da semana, e não apenas às quartas-feiras, como acontecia anteriormente.
Além disso, a autoridade monetária deixou para a tarde desta segunda-feira, a realização do 27º leilão de compra de dólares no mercado à vista, operação que, segundo fontes de mercado, teve uma taxa de corte de R$ 2,2040, com o Banco Central aceitando quatro propostas.
Moeda fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2088 na compra e R$ 2,2090
na venda, forte alta de 2,11% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4430, representando um ágio de 10,60%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,95% em novembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 16,74%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.222,
forte alta de 2,11% em relação ao fechamento
de R$ 2.176
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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em forte alta de 2,13%,
atingindo R$ 2.247 frente
à R$ 2.200 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,83% para janeiro de 2006, com queda de 0,16 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a fevereiro de 2006, encerrou a 4,01%, baixa de 0,14 ponto percentual ao fechamento da sessão anterior.