Dólar fecha em alta, impulsionado por elevação no preço do petróleo e ajuste

Com maior preço do petróleo no mercado internacional, demanda por hedge cresce e leva dólar a encerrar em alta nesta sessão

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana fechou em alta nesta terça-feira, refletindo principalmente a elevação no preço do barril de petróleo no mercado internacional, além de um movimento de ajuste, já que o dólar vinha registrando queda nas sessões anteriores.
Preço do petróleo segue em alta

A elevação no preço da commodity, por sua vez, é explicada pela diminuição nas exportações iraquianas, depois que um oleoduto foi atingido por ataques terroristas no último sábado, prejudicando as exportações deste país.

Aliado a isso, há o temor de que a disputa entre a petrolífera Yukos e o governo da Rússia possa prejudicar a oferta de petróleo mundial. Diante destas turbulências, muitos investidores preferiram ampliar sua demanda por hedge, o que explica a alta do dólar nesta terça-feira.

Dólar segue em alta

Desta maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0450 na compra e R$ 3,0480
na venda, forte alta de 0,79% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1860, representando um ágio de 4,63%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,30% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,03%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 3.079,
alta de 0,74% em relação ao fechamento
de R$ 3.057
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,47%,
atingindo R$ 3.115 frente
à R$ 3.101 do fechamento de
segunda-feira.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,08% para outubro de 2004, queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 1,85%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.