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SÃO PAULO – Após três quedas consecutivas, o dólar comercial fechou esta quinta-feira (19) com alta de 0,31%, cotado a R$ 1,617 na venda. A apreciação veio em um dia marcado pela divulgação de indicadores internacionais, bem como com a renúncia Dominique Strauss-Kahn de seu cargo de diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional). Por aqui, destaque para mais uma intervenção do Banco Central no câmbio.
BaCen voltou a comprar dólares por meio de leilão no mercado à vista. A operação teve início às 15h36 (horário de Brasília) e terminou às 15h41, com taxa de corte aceita em R$ 1,6183.
Vale lembrar que a moeda norte-america vem registrando queda frente as principais divisas do mundo, como o euro, a libra esterlina, o iene e os dólares australianos e canadenses. A exceção fica por conta do franco suíço, contra quem o dólar também se valoriza.
Strauss-Kahn
O mercado europeu repercutiu a renúncia de Strauss-Kahn de seu cargo no FMI. O francê, preso no último sábado em Nova York acusado de abuso sexual, vinha sendo figura fundamental na resolução dos pacotes de auxílio econômico para os países mais atingidos pela crise fiscal na Zona do Euro e se apresentava como um dos principais candidatos na disputa presidencial francesa, pelo Partido Socialista.
Após essa notícia o mercado começa a cogitar quem será o seu sucessor na presidência do fundo, trazendo um pouco de risco ao mercado – tendo em vista a complica situação europeia. Analistas projetam que a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, é a favorita para ganhar essa disputa. Vale mencionar que, ao final do pregão, o mercado recebeu a notícia de que a justiça norte-americana aceitou o pedido de fiança feito pelos advogados de Strauss-Kahn.
Indicadores norte-americanos
Enquanto a agenda econômica doméstica foi fraca, a agenda de indicadores econômicos norte-americanos foi farta. O destaque diário foi o desempenho do mercado de trabalho, uma das principais preocupações quando se trata da maior economia mundial, que superou as expectativas do mercado ao registrar 409 mil novos pedidos de auxílio desemprego na última semana, frente projeções de 420 mil pedidos.
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Contudo, o mercado imobiliário decepcionou os analistas. Em abril, as vendas anualizadas de casas usadas nos EUA atingiram 5,05 milhões de casas, número inferior ao que era projetado pelo mercado, que indicavam 5,23 milhões de casas. Outro indicador que também ficou abaixo do que era esperado pelos analistas foi o Leading Indicators, que no quarto mês do ano recuou 0,3%, ao contrário das projeções que indicavam um avanço de 0,4%.
Por fim, a atividade industrial na região da Filadélfia também desagradou os analistas. O Philadelphia Fed Index marcou apenas 3,9 pontos em abril, enquanto o mercado esperava um resultado de 18,0 pontos positivos.
Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6150 na compra e R$ 1,6170 na venda, alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,80% em maio, frente à baixa de 3,56% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,95%.
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho, segue o dia cotado a R$ 1,621, alta de 0,34% em relação ao fechamento de R$ 1,615 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em alta de 0,31%, atingindo R$ 1,630 frente à R$ 1,625 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6152000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,07 para julho de 2011, 0,27 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.