Dólar fecha em alta, com maior nervosismo externo e rumores eleitorais

No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou esta sexta-feira em alta de 0,71%, cotada a R$ 3,13

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SÃO PAULO – Em uma sexta-feira de poucos negócios, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1580 na compra e R$ 3,1620 na venda, forte alta de 1,18% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,1290, representando um deságio de 0,92% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 5,08% em setembro, frente à baixa de 13,41% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 36,59%.

Nervosismo externo e rumores eleitorais prejudicaram o dólar

O pessimismo no mercado internacional, evidenciado pelos índices econômicos norte-americanos desfavoráveis e os temores frente a um possível confronto bélico contra o Iraque, como indicou o discurso do presidente dos EUA George W. Bush na Assembléia da ONU, prejudica o cenário interno e proporcionando a desvalorização cambial.

Além disso, os investidores mostram um perfil mais cauteloso com a divulgação neste fim de semana de uma pesquisa eleitoral, em que especula-se a estagnação do desempenho de José Serra, candidato à presidência pelo PSDB.

Itaú eleva as linhas de crédito à exportação

A IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial, converterá US$ 50 milhões relativo a um empréstimo para financiamento de projetos de US$ 100 milhões ao Itaú. A operação tem vencimento de dez anos, em linhas vinculadas ao comércio exterior de vencimento em 2 anos, e é semelhante àquela acertada entre a IFC e o Unibanco na última quarta-feira.

A intenção do Itaú é ainda alavancar mais US$ 250 milhões num empréstimo “guarda-chuva”, ou seja, com apoio do IFC. Assim, o braço financeiro do Banco Mundial libera apenas US$ 50 milhões, mas aparece oficialmente como credor de US$ 300 milhões e, com isso, os bancos conseguem contabilizar os US$ 250 milhões restantes como operações fora do risco Brasil, já que o Banco Mundial é um credor preferencial.

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Deste modo, as operações com o Unibanco e o Itaú são as primeiras feitas pelo IFC através de um empréstimo “guarda-chuva” destinado a fornecer crédito às exportações, o que eleva o crédito à exportação para US$ 100 milhões.

Enquanto isso, o ministro da fazenda Pedro Malan regressou de sua viagem à Europa e mostrou sua confiança frente à ampliação das linhas de crédito ao país.

BC vendeu um total de US$ 123 milhões

O Banco Central realizou um leilão de linha de crédito externo em um montante de US$ 23 milhões, com uma taxa de remuneração de 4,00% ao ano e vencimento em 12 de março de 2003. Enquanto isso, no leilão de compra de moeda estrangeira no mercado interbancário de câmbio registrou-se um montante de US$ 100 milhões, com liquidação em 5 de novembro de 2002.

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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 3.160,
forte alta de 1,12% em relação ao fechamento
de R$ 3.125
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,31%,
atingindo R$ 3.136 frente
a R$ 3.095 do fechamento de

ontem.

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